Uma das mais antigas
manifestações do homem é a religião, mesmo porque ela está inserida na psique
humana como uma das principais armas para sua sobrevivência, a lei mais antiga e
importante que todo homem conhece, o instinto de sobrevivência, pois, só a
sobrevivência determina a continuidade da vida, da existência como a verdadeira
obra da natureza da criação.
E a religião promete e tende a
completar no crente até a imortalidade, pois ele acredita que a religiosidade,
a obediência às coisas divinas, sagradas, o torna melhor e mais apto a receber
suas ajudas, suas proteções, levando-o a tão sonhada vida eterna junto aos
santos.
Além dos instintos animais (que
não é nenhum patrimônio dos irracionais), no ser humano foi acrescentado pela
ordem natural, um engenho ou tecnologia da criação, conhecida por inteligência,
assegurando a esta fabulosa máquina se auto orientar, auto conhecer não só pelo
instinto, mas também porque contém no interior de seu cérebro uma misteriosa
energia, um intrincado sistema de ligações entre neurônios e massa encefálica,
gerando por processos ainda desconhecidos do homem, a faculdade de pensar,
acumular e fazer uso de bancos de dados que dirigem e dão segmento para que,
retendo experiências, consiga exercer as funções de rei dos animais e que a
exemplo da natureza criando e de uma a outra experiência formulando mais
conhecimento e com isso trazendo mais proteção e conforto para todos.
O homem nos seus estudos e
pesquisas foi desvendando na ciência, muito de tudo aquilo que o cerca, sempre
tentando saber o como e o porquê daquilo existir e fazer parte do contexto e
terminou adentrando a si próprio a fundo, e registrando a importância de uma
energia um elemento primordial no humano: a psique, que como um regulador ou
controle direciona o homem de dentro para fora, suas ações boas ou más, sua
capacidade de inteligência, conhecimento ou sabedoria no segmento de sua
existência.
O ser humano desde o seu início,
teve nos seus ancestrais, o Homo Sapiens, os primeiros a conhecerem a razão, a
começar o processo da faculdade de pensar, e por último fazer uso da
inteligência. Rapidamente viu e sentiu a sua fragilidade, que ainda em nossos
dias é uma realidade. Empenhou-se a descobrir a formula ideal de sobreviver, e
foram muitas as necessidades detectadas por eles.
Uma delas se destacou por não
ser do contexto material imediato, podendo-se avaliar como do pensamento ou
imaginário, pois era criado do nada ou de alguma coisa fora do conhecimento. Os
efeitos da intempérie, as reações do planeta ainda evoluindo, acomodando
movimentos sísmicos, isso tudo não podia ser entendido por seres recém chegados
ao meio terrestre, sem conhecimento, atrasados e ignorantes. Mas com um pouco
de sabedoria, (e medo) compreendiam que se aquilo acontecia tinha seus
significados. Alguém ou alguma coisa que eles não conseguiam distinguir se
fazia presente nestas movimentações e vigiava seus movimentos.
Já nesse tempo o ser humano
sabia que oferecer presentes, (comidas, em especial) agradava a eles. Desta
premissa concluíram que aquele ser poderoso em suas passadas, em suas
destruições, precisava ser agradado, acalmado, e possivelmente daí, começou a
fazer a esta entidade misteriosa e poderosa, em lugar que deveria a partir
daquele momento ser respeitado (sagrado), as oferendas de acordo com as
necessidades e a capacidade da imaginação daqueles seres tão primitivos que já
nesta fase tinham suas ações avaliadas por alguém que tinha, de alguma forma
conseguida liderar seu grupo, e ia determinando como oferenda a imaginada
entidade presentes vários como frutos, comidas, animais e por fim até seres
humanos eram executados para este desconhecido poder, a fim de que este desse
não só a paz, mas também a proteção para todos.
Estes momentos foram crescendo
no conceito e no dia-a-dia do homem primitivo, tornando-se assim uma obrigação
estes momentos de encontro e de adoração à entidade e ao local considerado
“sagrado”.
É de se acreditar que estes
foram os primeiros passos do homem com as pseudodivindades do além, e o início
das criações de seitas adoradoras de entidades que só existiam nas suas
imaginações, e que no amálgama de milênios só cresceu e expandiu chegando até
nossos dias com os maiores requintes de poder e riqueza, pois seitas e
religiões se tornaram sinônimo de empresa, profissão e indústria de dinheiro. (obs.:
o termo religião só foi criado recentemente)
Quando as seitas e as religiões
chegaram ao patamar de dominação como foram usadas nos primórdios na era
Medieval, os locais sagrados passaram a ser templos, igrejas de assombrosas
riquezas, luxo e beleza para melhor chamar a atenção do crente ou adepto das
determinadas seitas e religiões, e que passou a ser o seu principal objetivo,
pois este gera para seus criadores e dirigentes poder e enriquecimento em suas
gordas contas bancárias.
Dos problemas, qualidades e
defeitos que acompanharam o homem as religiões, crenças e seitas foram as que
criaram marcas profundas nas civilizações, pois, seria quase impossível
imaginar o ser humano sem alguma crença, algum medo do desconhecido sem preocupação
com a morte ou o além.
Apesar de todo o progresso do
homem em quase todos os setores, todas as religiões, seitas e crenças, tentam
manter as suas tradições, os seus rituais e conhecimentos estacionados em seus
movimentos iniciais de criação, de invenção, imaginando que as lendas, as
histórias dos antepassados, de homens que participavam de grandes aventuras e
que se destacavam, era comum naqueles tempos, pela ignorância e atraso em que viviam.
Cercá-los de mito, tentando explorar os inimigos, mostrando que estes homens
tinham poderes e qualidades divinas, recebidos da entidade na qual eles
depositavam suas crenças, acreditando que com isso esta pseudo-entidade os
protegesse, ajudando-os, passando para eles estratégias para vencer os
inimigos.
Com base neste passado, nas
lendas e histórias, as crenças, seitas e religiões sobrevivem, pois, hoje a
evolução, a ciência não dá mais brechas para o mito, para as lendas criarem
situações de encontrarem aparições, revelações e mensagens do além.
Ainda hoje igrejas lutam para
incutir no povo a criação de santos, de milagres e revelações, chegando ao
cúmulo de querer que se acredite que seus donos ou dirigentes estão se
encontrando conversando e recebendo mensagens do criador, imaginação fértil ou
doentia, mas que bem elucidada por um grupo de espertalhões que o rodeia fazem
da sua história uma fonte de renda vendendo-a a incautos necessitados e
infelizes.
Em verdade se houvesse uma
punição para estes abusos da boa fé pública que é crime perante as leis, estes
indivíduos estariam endividados em pecados e necessitando de perdão e salvação.