quarta-feira, 27 de março de 2013

Já é tempo

Tudo deve ser revisto e atualizado à luz da ciência.

Os conceitos devem ser reciclados.

As lendas e as histórias que serviram no passado para dar sentido à imaginação dos homens, ainda desprovidos de conhecimentos científicos, atrasados que eram e que tentavam se completar, driblando a realidade com a mente, criando fantasias que naquele momento eram sua realidade.

Com as experiências e comprovações científicas, a história do homem já é bem outra, deixando de lado a mitologia, as lendas e histórias do passado.

Realmente, estas devem ficar como lembranças do tempo em que o ser humano ainda ignorante, procurava uma saída para seus medos e incertezas.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Palco da Vida

A Terra é como um palco da vida feita pela criação. E o escritor da peça, para o ser humano, a dirige e premia a todos no final.

Os atores representam e assistem as representações, mas quase sempre não querem receber o premio, ao contrário ficam protelando para o mais longe possível.

Todo o ser humano vive como que num ensaio para a vida. Até agora ninguém passou no teste. No ensaio todos tiveram como recompensa o mesmo final, e ninguém, mas ninguém mesmo, teve um tratamento diferenciado. Todos, ao viverem, enfrentaram os revezes da vida, as suas aflições, os seus sofrimentos e nem ao menos tiveram a informação de onde vieram, para onde vão, ou mesmo porque passaram pelo cadinho da existência.

E assim nesta oportunidade, o homem vive um sonho fantástico e inexplicável, pois que não existem regras ou programação para tal sonho ou acontecimento, que é o tempo de nascer e morrer.e se estude e se pesquise, filosofia e ciência não conseguem decifrar verdadeiramente o que significa a existência, a vida humana na sua consciência, na sua realidade. Ela existe, e quem a tem faz de tudo para prolongá-la ao máximo, mas sabendo que é uma luta inglória, pois ninguém por mais que a prolongue, sobrevive.  

Ao ser gerado o ser humano recebe junto ao nascimento, um certificado de expiração, só faltando à data, que para todos é uma surpresa de muitos significados. Pensando bem, o homem nasce para a vida sem saber como, porque e onde. Mesmo o local onde ele nasce é surpresa. O seio familiar, o sexo e como este ser vai reagir quando do seu entendimento, aos familiares que tem como genitores e irmãos e até mesmo da situação econômica, de conforto e bem estar que possa receber ou não.

Iniciados por outras razões, seitas e religiões também com o passar do tempo passaram a investir na tentativa de explicar, mesmo com muitas dificuldades, a vida, o homem, a criação.

E cada uma criou a sua fórmula, o seu jeito de explicar para seus adeptos como isso aconteceu, e com isto a existência de tantas lendas, deuses, histórias (até com conotações de sagrado). E isto gerou muita confusão, pois até hoje não se chegou a um acordo, ou seja, não se tem a idéia exata da realidade da verdade.

Tudo é suposição e hipotético. A ciência tem tido êxitos em suas pesquisas, desvendando verdadeiros mistérios da criação.

Estaria à ciência incumbida a ser a intermediadora da explicação do porque a criação atinou em incluir nesta o ser humano?

E vai perdurando. Nasceu, adquiriu o passaporte. Guarde-o bem. Um dia você vai ter que usá-lo independentemente da sua vontade. Tente pelo menos aproveitar bem, e com, se possível, sabedoria entre um ponto e outro, pois, isto deve ser o referencial para o escritor da peça, e que dá para entender está no aguardo da chegada de muitos mais personagens para que sua obra não pare neste “maravilhoso” palco da vida.

 

 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Re ligar

Uma das mais antigas manifestações do homem é a religião, mesmo porque ela está inserida na psique humana como uma das principais armas para sua sobrevivência, a lei mais antiga e importante que todo homem conhece, o instinto de sobrevivência, pois, só a sobrevivência determina a continuidade da vida, da existência como a verdadeira obra da natureza da criação.

E a religião promete e tende a completar no crente até a imortalidade, pois ele acredita que a religiosidade, a obediência às coisas divinas, sagradas, o torna melhor e mais apto a receber suas ajudas, suas proteções, levando-o a tão sonhada vida eterna junto aos santos.

Além dos instintos animais (que não é nenhum patrimônio dos irracionais), no ser humano foi acrescentado pela ordem natural, um engenho ou tecnologia da criação, conhecida por inteligência, assegurando a esta fabulosa máquina se auto orientar, auto conhecer não só pelo instinto, mas também porque contém no interior de seu cérebro uma misteriosa energia, um intrincado sistema de ligações entre neurônios e massa encefálica, gerando por processos ainda desconhecidos do homem, a faculdade de pensar, acumular e fazer uso de bancos de dados que dirigem e dão segmento para que, retendo experiências, consiga exercer as funções de rei dos animais e que a exemplo da natureza criando e de uma a outra experiência formulando mais conhecimento e com isso trazendo mais proteção e conforto para todos.

O homem nos seus estudos e pesquisas foi desvendando na ciência, muito de tudo aquilo que o cerca, sempre tentando saber o como e o porquê daquilo existir e fazer parte do contexto e terminou adentrando a si próprio a fundo, e registrando a importância de uma energia um elemento primordial no humano: a psique, que como um regulador ou controle direciona o homem de dentro para fora, suas ações boas ou más, sua capacidade de inteligência, conhecimento ou sabedoria no segmento de sua existência.

O ser humano desde o seu início, teve nos seus ancestrais, o Homo Sapiens, os primeiros a conhecerem a razão, a começar o processo da faculdade de pensar, e por último fazer uso da inteligência. Rapidamente viu e sentiu a sua fragilidade, que ainda em nossos dias é uma realidade. Empenhou-se a descobrir a formula ideal de sobreviver, e foram muitas as necessidades detectadas por eles.

 Uma delas se destacou por não ser do contexto material imediato, podendo-se avaliar como do pensamento ou imaginário, pois era criado do nada ou de alguma coisa fora do conhecimento. Os efeitos da intempérie, as reações do planeta ainda evoluindo, acomodando movimentos sísmicos, isso tudo não podia ser entendido por seres recém chegados ao meio terrestre, sem conhecimento, atrasados e ignorantes. Mas com um pouco de sabedoria, (e medo) compreendiam que se aquilo acontecia tinha seus significados. Alguém ou alguma coisa que eles não conseguiam distinguir se fazia presente nestas movimentações e vigiava seus movimentos.

Já nesse tempo o ser humano sabia que oferecer presentes, (comidas, em especial) agradava a eles. Desta premissa concluíram que aquele ser poderoso em suas passadas, em suas destruições, precisava ser agradado, acalmado, e possivelmente daí, começou a fazer a esta entidade misteriosa e poderosa, em lugar que deveria a partir daquele momento ser respeitado (sagrado), as oferendas de acordo com as necessidades e a capacidade da imaginação daqueles seres tão primitivos que já nesta fase tinham suas ações avaliadas por alguém que tinha, de alguma forma conseguida liderar seu grupo, e ia determinando como oferenda a imaginada entidade presentes vários como frutos, comidas, animais e por fim até seres humanos eram executados para este desconhecido poder, a fim de que este desse não só a paz, mas também a proteção para todos.

Estes momentos foram crescendo no conceito e no dia-a-dia do homem primitivo, tornando-se assim uma obrigação estes momentos de encontro e de adoração à entidade e ao local considerado “sagrado”.

É de se acreditar que estes foram os primeiros passos do homem com as pseudodivindades do além, e o início das criações de seitas adoradoras de entidades que só existiam nas suas imaginações, e que no amálgama de milênios só cresceu e expandiu chegando até nossos dias com os maiores requintes de poder e riqueza, pois seitas e religiões se tornaram sinônimo de empresa, profissão e indústria de dinheiro. (obs.: o termo religião só foi criado recentemente)

Quando as seitas e as religiões chegaram ao patamar de dominação como foram usadas nos primórdios na era Medieval, os locais sagrados passaram a ser templos, igrejas de assombrosas riquezas, luxo e beleza para melhor chamar a atenção do crente ou adepto das determinadas seitas e religiões, e que passou a ser o seu principal objetivo, pois este gera para seus criadores e dirigentes poder e enriquecimento em suas gordas contas bancárias.

Dos problemas, qualidades e defeitos que acompanharam o homem as religiões, crenças e seitas foram as que criaram marcas profundas nas civilizações, pois, seria quase impossível imaginar o ser humano sem alguma crença, algum medo do desconhecido sem preocupação com a morte ou o além.

Apesar de todo o progresso do homem em quase todos os setores, todas as religiões, seitas e crenças, tentam manter as suas tradições, os seus rituais e conhecimentos estacionados em seus movimentos iniciais de criação, de invenção, imaginando que as lendas, as histórias dos antepassados, de homens que participavam de grandes aventuras e que se destacavam, era comum naqueles tempos, pela ignorância e atraso em que viviam. Cercá-los de mito, tentando explorar os inimigos, mostrando que estes homens tinham poderes e qualidades divinas, recebidos da entidade na qual eles depositavam suas crenças, acreditando que com isso esta pseudo-entidade os protegesse, ajudando-os, passando para eles estratégias para vencer os inimigos.

Com base neste passado, nas lendas e histórias, as crenças, seitas e religiões sobrevivem, pois, hoje a evolução, a ciência não dá mais brechas para o mito, para as lendas criarem situações de encontrarem aparições, revelações e mensagens do além.

Ainda hoje igrejas lutam para incutir no povo a criação de santos, de milagres e revelações, chegando ao cúmulo de querer que se acredite que seus donos ou dirigentes estão se encontrando conversando e recebendo mensagens do criador, imaginação fértil ou doentia, mas que bem elucidada por um grupo de espertalhões que o rodeia fazem da sua história uma fonte de renda vendendo-a a incautos necessitados e infelizes.

Em verdade se houvesse uma punição para estes abusos da boa fé pública que é crime perante as leis, estes indivíduos estariam endividados em pecados e necessitando de perdão e salvação.