quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

SAÚDE É O QUE INTERESSA

                     

E agora José? 

O brasileiro está sendo espremido por uma grande morsa. A grande maioria da população com dividas, sem emprego e sem saída, pois  a quantidade de desempregados é muito grande, a quantidade de vagas pequena, e quase ninguém  tem uma profissão definida tornando ainda mais difícil uma colocação. Com isso, muitos se atiram  em ser  um empreendedor autônomo, fazendo quase sempre  coisas destinadas à alimentação, como salgadinhos doces etc.  

O que preocupa naturalmente, é a qualidade destes produtos que são de fabricação caseira, e onde muitas das vezes  a higiene e a qualidade ficam a desejar, pois não há fiscalização nos produtos usados para estas fabricações clandestinas. 

Não que se esteja contra nem a favor. Mas são alimentos que deveriam ter uma fiscalização rígida por parte da saúde publica, mas que  todos sabem praticamente não existe mesmo, e quem ingere tais produtos corre o risco de intoxicação e até de envenenamento.

E se algo acontecer,  recorrer a quem. Quem seria o responsável, onde encontrá-lo. Os churrasquinhos e sanduíches gregos ficam muitas horas no sol, nas ruas. Como saber a qualidade das carnes usadas e que muitas vezes sobram de um dia para o outro, mas  que, mesmo assim serão vendidas no dia seguinte. É praticamente um envenenamento previsto.

Há uma necessidade urgente de fiscalizações sérias para tal distúrbio, pois que muito destes “autônomos” , pela própria situação em que se encontram, não tem as condições necessárias para revender qualidade e muito menos adicionar uma higiene mínima para lidar, preparar e embalar produtos alimentícios de acordo com as exigências da saúde pública. E o pior, não têm responsabilidade alguma sobre os efeitos que tais alimentos poderão produzir nos consumidores de seus produtos, ficando os riscos apenas e unicamente para quem os consome, pois quase sempre desconhecem que existem leis e fiscalizações por parte da saúde publica, leis essas que são exigidas mas infelizmente não são  cumpridas pelas autoridades  de direito responsáveis por suas execuções. O que é um desleixo lamentável, pois são vidas humanas que estão sendo expostas a acontecimentos que podem assumir proporções negativas dentro do cenário da saúde já abalada por tantas necessidades e desorganizações a partir de seus dirigentes.

Talvez, quem sabe, isto tudo seja  um alerta aos muitos desmandos dos nossos mandatários que não parecem estar nem um pouco preocupados com a situação dos menos favorecidos e sim com as próximas eleições a fim de que possam  garantir seus empregos.

Em meio a todas essas agruras, aproximam-se as festas de fim de ano, com alegria para aqueles que ainda podem festejá-las.  A seguir o carnaval,  onde as aglomerações  imperam nos blocos e nas escolas de samba.  

A nossa esperança é que o covid-19 não perceba essas reuniões, para a felicidade geral de todos.