terça-feira, 2 de abril de 2013

Falso

A palavra falso tem um poder muito forte, o de revelar a mentira, sendo ela o lado negativo da verdade. Toda a verdade pode ter o seu lado falso, infelizmente.
Todo o ser humano durante sua existência tem a chance, a oportunidade de ter o seu dia de falso, de falsidade, pois como todos sabem o homem é falível, é falho e o que é sujeito à falhas pode dentro de seus limites falsear, ser falso, não importando o porquê.

Desde o início o homem praticou e se serviu do seu lado falso, em qualquer lugar ou situação.

Pode parecer até exagero, mas o falso, a falsidade, foi, é, e sempre será a companheira mais próxima e mais ligada a todas as pessoas, a partir da menor infância até os últimos dias da sua vida, não importando qual a qualidade de vida ela tenha. E esta análise, este pensamento, está aberta para todos. É só querer e olhar em volta.

As lendas, as histórias são sempre recheadas do falso, da falsidade, e até dão maior credibilidade a elas, sendo que muitas delas têm seu início no falso. Ou passariam despercebidas.

Os contadores de histórias, os escritores, foram os que mais investiram e investem neste assunto, pois, ele permite a eles criarem, inventarem as histórias das mais ingênuas as mais terríveis e escabrosas. Viagens de extremo a extremo no pensamento do leitor, do ouvinte, dando compreensão a estes do poder de dissuasão, nos mostrando o outro lado da verdade, a mentira, o falso.

É tão grande a influência do falso em todo o ser, que chega a dar a impressão que faz parte do seu eu, da sua realidade.

Em todas as sociedades existiram e existem os falsos amigos, os falsos políticos, os falsos religiosos (talvez um dos piores). No trabalho, no clube, sempre estará irremediavelmente presente o falso, a falsidade que muitas vezes é usada como escada do sucesso na vida.

Incluem-se neste mesmo segmento aqueles que se acham imbuídos das qualidades de adivinhos, futuristas, cartomantes, tarólogos, videntes, profetas, representantes de deuses e entidades do além, revelações e pseudos milagreiros (“profissões de charlatões”), que não são nada mais que enganadores dos menos providos de capacidade para ver que tudo isso é falso, é mentira.        

É preciso notar que isto não é saudável, pode trazer conseqüências danosas para ambos os lados, e dependendo do valor onde é aplicado o falso, o seu efeito traz conseqüências desastrosas, chegando a extremos irreparáveis, irreversíveis destruindo princípios e até vidas.

O falso, a falsidade, provavelmente tenha tido mais sucessos, mais conquistas do que a verdade, porque o falso não precisa se impor, mas a verdade precisa, e sempre foi e será cobrada em qualquer circunstância.

Há coisas pré-estabelecidas, até por tradição, que tem seu segmento como verdadeiro. Mas mesmo os que os praticam tem a sua dose de dúvida por que sai do nada ou de um pensamento, uma inspiração toda particular e ai acontecem. O seu interlocutor se auto denomina pura e simplesmente “profeta”, e milhares deles já em suas  épocas, eram considerados falsos (profetas), por seu povo.

Apesar de parecer coisa de antigamente, nas seitas, nos meios religiosos,  serviu de gancho para muitos curiosos levarem adiante estas coisas, insistindo em que tiveram “aparições, revelações” que os instruíram, e instruem e os autoriza a continuarem esta farsa para ganhar a vida, se enriquecer a custa de incautos crédulos e infelizes.

Profecias, profetas sempre foram alvos de dúvidas e por isso estão sempre em confronto com a ordem natural que não dá espaço a erros.  Se os homens são todos iguais, qual seria o motivo para que só alguns privilegiados pudessem assumir tal comportamento.

A própria ciência não dá respaldo para isso, e até dá ênfase a desvios da psique, ou seja, seria alguém precisando de ajuda e tratamento psíquico.

Tudo aquilo que não se pode comprovar cientificamente é passivo de ser falso, e isto é correto.

Para a inteligência tudo pode ser dual, bom ou ruim, bonito ou feio, grande ou pequeno, falso ou verdadeiro etc. E dentro deste principio o falso é tão verdadeiro, quanto à verdade.

Falso é um instrumento que está nas mãos de todos os humanos, e que sem dúvida sempre foi e sempre será o complemento daqueles que por alguma razão traz dentro de si o falso, o negativo e que se fosse revelado todos saberiam que não se trata de um homem e sim de uma sombra de homem que na obscuridade do seu eu não hesita em prejudicar a qualquer um, muitas vezes pelo simples fato de massagear seu ego, deixando seus complexos mesquinhos mais fortes ou talvez mais falsos.

    

Nenhum comentário:

Postar um comentário