Atualmente as motos de baixa
potência são muito procuradas, principalmente por aqueles de menor poder
aquisitivo. Elas são baratas e os seus fabricantes as estão colocando a venda
com muitas facilidades de pagamento.
Qualquer pessoa pode ter sua moto para
transporte, trabalho, para assaltar ou cometer crimes, pois ela permite levar o
comparsa na garupa com armas nas mãos, etc. Além dos motoqueiros autônomos,
existe uma grande quantidade de pequenas empresas que delas se utilizam para
atender uma infinidade de tipos de serviços, e acredito que uns dos mais
prementes são os dos bancos e os das financeiras, todos com tempo estipulado e
que deve ser cumprido, motivo pelo qual os motoqueiros realizam as mais
acrobáticas movimentações no meio dos carros, do trânsito (muitas vezes são
viagens sem volta), incluindo as práticas de quebrar espelhos retrovisores às
vezes até para dar vazão a seu instinto. Nas fiscalizações de trânsito
descobre-se que há um grande número de motoqueiros que não porta ou não possuem
carteira de habilitação.
Os atropelamentos, os xingamentos, os gestos
obscenos são comuns, pois eles são mais rápidos e ficamos a desejar a
fiscalização de trânsito que nessa hora o motorista procura, mas não vê.
Mas os radares, esses sim nos
vêem.
Andar de moto é um risco o tempo
todo. Até um humorista da TV, que teve muitas decepções com elas, diz que ela
tem duas rodas que é para cair mesmo.
A muito os motoqueiros foram
chegando e ganhando terreno até que as autoridades concluíram que estava tudo
bem, e hoje já existe lei para que eles recebam trinta por cento a mais em seu
salário (adicional periculosidade) o que é bom para eles.
Porém as regulamentações para
eles quase inexistem, não há uma fiscalização de trânsito que os faça temer ou
mesmo multas que eles possam acreditar. Ultrapassam por qualquer lado, abusam
da velocidade, e saem na frente a qualquer custo. E o assustador é que eles ainda
não têm uma pista para rolar. As bicicletas têm a ciclovia, mas eles, por não
terem, andam a bel prazer, o que é lamentável. Nas vias de mão única eles
deitam e rolam, fazem as ultrapassagens e andam normalmente na contramão dando
os maiores sustos nos motoristas que não acreditam que o código de trânsito
permita tal infração.
A moto tornou-se a arma mais
importante para os criminosos. Com ela eles roubam, assaltam, matam, cometem os
maiores crimes e fogem. É muito fácil.
E mais, elas também são objetos
de roubo, vão para os desmanches e lojas clandestinas de peças. E quando isto acontece
normalmente alguém sempre morre.
Há de se dizer que a moto parece
ter sido uma das últimas armas criada pelos homens. É só ver os noticiários e a grande quantidade de
pessoas que morre por estar em cima de uma delas.
São raros os noticiários
mostrarem os hospitais que os recebem, que além de mortos, deixam à maioria dos
que participa de um acidente, paraplégicos, os que perdem um membro, as
tristezas e o choro dos familiares. E as autoridades parecem não ver, não tomam
conhecimento das tragédias que eles estão vivendo, o que além dos danos
físicos, custa milhões de reais por anos aos cofres públicos.
O bom senso prevê que se deve
fazer alguma coisa urgente para tirá-los desta encruzilhada que é o transito. O
exemplo já existe, as bicicletas já rolam nas ciclovias. Seria lógico e
verdadeiro a moto ter a sua pista.
E a paz poderia voltar ao trânsito.
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