domingo, 23 de novembro de 2014

A MOTOCA (um sonho)


                                                  

Atualmente as motos de baixa potência são muito procuradas, principalmente por aqueles de menor poder aquisitivo. Elas são baratas e os seus fabricantes as estão colocando a venda com muitas facilidades de pagamento.

 Qualquer pessoa pode ter sua moto para transporte, trabalho, para assaltar ou cometer crimes, pois ela permite levar o comparsa na garupa com armas nas mãos, etc. Além dos motoqueiros autônomos, existe uma grande quantidade de pequenas empresas que delas se utilizam para atender uma infinidade de tipos de serviços, e acredito que uns dos mais prementes são os dos bancos e os das financeiras, todos com tempo estipulado e que deve ser cumprido, motivo pelo qual os motoqueiros realizam as mais acrobáticas movimentações no meio dos carros, do trânsito (muitas vezes são viagens sem volta), incluindo as práticas de quebrar espelhos retrovisores às vezes até para dar vazão a seu instinto. Nas fiscalizações de trânsito descobre-se que há um grande número de motoqueiros que não porta ou não possuem carteira de habilitação.

 Os atropelamentos, os xingamentos, os gestos obscenos são comuns, pois eles são mais rápidos e ficamos a desejar a fiscalização de trânsito que nessa hora o motorista procura, mas não vê.

Mas os radares, esses sim nos vêem.

Andar de moto é um risco o tempo todo. Até um humorista da TV, que teve muitas decepções com elas, diz que ela tem duas rodas que é para cair mesmo.

A muito os motoqueiros foram chegando e ganhando terreno até que as autoridades concluíram que estava tudo bem, e hoje já existe lei para que eles recebam trinta por cento a mais em seu salário (adicional periculosidade) o que é bom para eles.

Porém as regulamentações para eles quase inexistem, não há uma fiscalização de trânsito que os faça temer ou mesmo multas que eles possam acreditar. Ultrapassam por qualquer lado, abusam da velocidade, e saem na frente a qualquer custo. E o assustador é que eles ainda não têm uma pista para rolar. As bicicletas têm a ciclovia, mas eles, por não terem, andam a bel prazer, o que é lamentável. Nas vias de mão única eles deitam e rolam, fazem as ultrapassagens e andam normalmente na contramão dando os maiores sustos nos motoristas que não acreditam que o código de trânsito permita tal infração.

A moto tornou-se a arma mais importante para os criminosos. Com ela eles roubam, assaltam, matam, cometem os maiores crimes e fogem. É muito fácil.

E mais, elas também são objetos de roubo, vão para os desmanches e lojas clandestinas de peças. E quando isto acontece normalmente alguém sempre morre.

Há de se dizer que a moto parece ter sido uma das últimas armas criada pelos homens. É  só ver os noticiários e a grande quantidade de pessoas que morre por estar em cima de uma delas.

São raros os noticiários mostrarem os hospitais que os recebem, que além de mortos, deixam à maioria dos que participa de um acidente, paraplégicos, os que perdem um membro, as tristezas e o choro dos familiares. E as autoridades parecem não ver, não tomam conhecimento das tragédias que eles estão vivendo, o que além dos danos físicos, custa milhões de reais por anos aos cofres públicos. 

O bom senso prevê que se deve fazer alguma coisa urgente para tirá-los desta encruzilhada que é o transito. O exemplo já existe, as bicicletas já rolam nas ciclovias. Seria lógico e verdadeiro a moto ter a sua pista.


E a paz poderia voltar ao trânsito.

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