sábado, 23 de maio de 2015

Ú N I C O

 Há sempre uma preocupação, uma pergunta entre os historiadores, principalmente os das lides religiosas, em saber quando se estabeleceu e se registrou a certeza e a necessidade de que a criação foi realizada e organizada por uma entidade única, deixando para traz a idéia e a crença de várias civilizações e povos de todo o mundo, que criaram e acreditaram em deuses diversos da sua imaginação, e que teriam sido os responsáveis pela criação da vida na terra.


Mas tudo está em evolução e isto é reciclar, melhorar e atualizar. Tudo vai se renovando, sempre com novas idéias, novas realizações em que se acredite encontrar a melhor resposta, a mais segura, a mais concreta. Passadas todas as experiências do ângulo seitas religiões, deuses, entidades do além, parece que o mistério continua. O homem ainda neste setor não tem nada de novo ou atualizado, apenas alguns se guiam pelas tradições dando continuidade às lendas e histórias do passado, como que colocando mais lenha nas fogueiras para que elas não se apaguem.
Ainda inexiste o conceito de igualdade e de direitos, que deveria ser o catalisador dos povos. Ao contrário, as religiões se divergem uma das outras, cada uma dando a entender que o seu “deus” é diferente dos demais. Alguns povos são cristãos, maometanos ou judeus, outros são conhecidos através das suas filosofias de vida, suas doutrinas e crenças em suas tradições e ensinamentos, mas quase todos se aproximam ao adotarem uma idéia de que tudo foi obra de um criador. A coisa mais comum entre as religiões é a crítica que elas tecem umas sobre as outras, que pela lógica contraria o significado dos ensinamentos de todas elas, pois, se imagina que elas teriam sido criadas para proteger o ser humano, para salvá-los das coisas ruins.

Segundo o registro de uma fonte literária, a primeira manifestação escrita do monoteísmo universalista do povo judeu, encontra-se nos escritos de Isaias (da Bíblia).

Desta herança judaica é que partiram as ramificações do monoteísmo atual: o cristão e o maometano.
Foi a partir deste ponto – o monoteísmo – que se originaram o cristianismo dominante em quase todo o mundo ocidental, e o islamismo comum ao mundo árabe.

Hoje estas duas religiões e o judaísmo constituem as três principais religiões monoteístas, que giram em torno de uma idéia básica, a existência de um Deus único.

Jesus Cristo, desvio usado pelas religiões para tirar a imagem dura do criador, assim como o livre arbítrio, foi criado para justificar os erros e até as diferenças humanas.

O sensato é que a criação proporcionou a vida no planeta Terra, e o homem talvez por não estar preparado ainda para saber a verdade, por medo, intuição, ou seja, lá o que for, manifesta-se pela sua psique, por sua imaginação, pelo pouco que cientificamente ele já aprendeu sobre a Terra e a vida que se desenvolveu nela. Já devia ter entendido que o ser humano é parte integrante dela e que não há razão para esta ansiedade, essa pressa de saber ou conhecer essa criação, esse Deus: na hora e momento certos todos, sem exceção, terão a oportunidade de conhecê-lo.

Obs: Historicamente os primeiros escritos puramente monoteístas datam de 1200 a.C. com a ramificação de tribos pagãs que deram origem posteriormente ao povo judeu.


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