domingo, 11 de outubro de 2015

O DIREITO Á VIDA

O   D I R E I T O   À   V I D A 
      
                                               O direito à vida seria ou não da ordem natural?

A vida, todos pensam, é um direito. Ela é dada pela criação. Mas para que todos possam exercitá-la é limitada, e isto é válido para tudo e todos.
Depois de iniciada, a vida fica a mercê de quem a recebeu. Ser saudável, ser bem acolhida e alimentada por quem as proveu, se tiver algum órgão ou membro com falhas ou desvios de nascença superá-la, ser bem preparado pelos seus provedores para enfrentá-la na infância, na juventude e na maioridade e se por ventura durar ter uma terceira idade, que seja com os desgastes vigiados bem controlados, para conseguir uma boa longevidade no meio em que convive.

Isto tudo só pode acontecer se o mesmo creditado no mundo, souber fazer bom uso desta dádiva da criação. Se de uma procedência abastada, que tenha seu diploma acompanhado com os louros da sabedoria; se a procedência não for a que todos querem e desejam, saber lidar com as horas boas e as más, e por último se entrou na vida na pior situação, a pobreza, a miséria que tenha a sorte de pelo menos ter discernimento mesmo com as maiores e as piores dificuldades do mundo aceitá-la com dignidade, com resignação, porque se assim não for será como uma vida mutilada com a falta de sorte, de esperança e de luz. Nesta última tem o outro lado onde os infelizes se embrenham e na maioria das vezes não conseguem mais viver a vida e sim sofrer os horrores de ter conseguido o maior bem da criação.

As diretrizes da vida não demonstram regularidades, pois, enquanto um tem a sorte de não ter dificuldades e tudo lhe vem fácil, o sorriso, a felicidade parece que já estão alcançadas não precisando muito ou quase nada para tudo estar bem e feliz. Em seguida vêm os que nasceram e começaram ainda órfãos das alegrias da vida de ter o suficiente para se acharem firmes e felizes, mas que lutam para alcançar os tais dias melhores. E muitos, com muito esforço, até estão conseguindo com muito sofrimento, a sua moradia digna e não ficam por ai sem esperanças, continuando a lutar para crescer e também, ainda que muito pequeno, tem o seu império conseguido com as tais economias. A seguir, temos a maioria dos habitantes do planeta Terra, os menos favorecidos com muitas, com todas as dificuldades, tentando se possível conseguir um emprego para poder por um prato de comida para os seus, e conseguir pagar um aluguel para estar debaixo de um teto mesmo que a residência, a casa seja feita dos piores materiais existentes, nos locais mais perigosos e com pelo menos uma cama para dormir. Precisam ser fortes por estarem na pobreza, na miséria e não se revoltarem até contra o criador, conseguindo uma ajuda quando com alguma enfermidade, e ainda vendo outros muitos privilegiados abastados, ricos e felizes.

Estas são apenas algumas rápidas pinceladas no que é receber a incumbência de ter recebido o que é conhecido como o bem maior, a VIDA!

Muitas vezes pais ouvem reclamações assim: eu não pedi pra nascer. A culpa do meu sofrimento é sua que é pobre.

Você por acaso já ouviu ou viu isto acontecer?

Pior do que isso é quando além da pobreza e da miséria, os filhos perdem-se nos crimes, nas drogas causando ainda muito mais dores e sofrimentos para elas próprias e para os outros.

O que fez e faz isto acontecer é notório. São as diferenças dos meios sociais, onde pseudo controladores (autoridades) se julgando superiores, imaginam o inimaginável querendo que acreditemos que vão por ordem na casa.

O que parece que está faltando é lembrar que a criação criou tudo com igualdade e que somos todos iguais, não com alguns segurando as rédeas do poder e dominando tudo e todos que estão em baixo como suas propriedades, seus empregados, seus escravos.

Será que a intenção, a proposta da criação era esta, ou alguma coisa foi distorcida pelo homem.

Uma das coisas que a vida deixa a desejar é que ela, de acordo com os homens, é muito curta. Será que a criação errou? Difícil de acreditar.

O que sabemos é que a vida no homem, de acordo com pensadores, é composta por três tempos ou movimentos: Matéria, Energia e Espírito.
a matéria é representada pela forma;
a energia é representada pelo movimento;
o espírito é representado pela inteligência-sentimento.
O espírito, utilizando a energia age sobre a matéria e a matéria nada mais é que energia condensada.

A ordem natural age sobre tudo na Terra e organiza as energias, que ao passarem pela matéria as vão perdendo. A matéria vai se desgastando como uma máquina, e no homem vai até o seu final, até que ele expire, e acabe morrendo.
  
Podemos aquilatar que a Natureza, obra da criação, responde pelo intuito de harmonizar as energias concebendo a vida de tudo e de todos, e por esta razão, nos  dá um limite, um tempo.

Assim como a ciência comprova, as energias que deixam de servir a uma matéria quando ela expira não se extingue, apenas transmuta para outros campos de energia.

Na natureza nada se cria nada se perde. Tudo se transforma. (Lavoisier)


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