Desde a Grécia antiga onde nasceu,
o esporte foi e é considerado benéfico ao homem, razão pela qual era obrigatório
aos jovens gregos praticarem exercícios, principalmente as corridas de fundo e
de resistência, bem como os lançamentos de discos e muitos outros modelos.
Segundo a história, uma vez por
ano parava-se tudo para que os atletas mostrassem o resultado de seus
treinamentos nas pistas que eram construídas especialmente para tais eventos. E
os vencedores das disputas recebiam os louros e eram venerados e reconhecidos
por todos como heróis (ou deuses) inclusive nos seus países de origem que
participavam dessa festa, e tinham privilégios que incluíam até seus
familiares.
Os feitos desses atletas
atravessaram séculos, alguns deles registrados nas suas próprias histórias que
ainda servem de exemplos até nossos dias. Com o passar do tempo foram sendo
imitados por muitos países que foram criando espaço para o esporte até serem
criados nos cinco continentes, e como na Grécia, competições eram feitas para que
o mundo participasse com seus atletas, que orgulhosos mostravam suas bandeiras,
o sonho do pódio e suas medalhas, para o seu povo e para o mundo.
E isso se repetia consecutivamente
de quatro em quatro anos. Mas uma vez, infelizmente, essa hegemonia foi
mutilada. Nos anos 40, alguns homens ávidos de poder conseguiram criar um
hiato, um vazio por alguns anos. Mas felizmente estes homens foram sufocados e
tudo voltou ao normal.
E numa Olimpíada (1976) muito
feliz para um país e um povo, os romenos, destacou-se uma atleta, que por seus
feitos assombrou o mundo e se tornou, no século XX, assim como na antiga Grécia,
uma deusa, uma heroína. Seu nome que certamente atravessará séculos, pois está
registrado, é Nadia Comaneci.
Agora estamos a um passo para
mais uma Olimpíada aqui no nosso Brasil, que há muito vem revelando grandes
atletas, pois, temos até um rei do esporte, o futebol, reconhecido pelo mundo,
o fantástico Pelé, o Edson Arantes do Nascimento que certamente estará presente
para receber as reverências e os cumprimentos de todos, dando as boas vindas a
todos os atletas que aqui chegarem. Está sendo muito esperada também, a
presença de um atleta considerado um fenômeno, pois, ele é o homem mais veloz
do mundo, Usein Bolt, atleta da Jamaica.
Resta a nós desejar sucesso para
todos.
Foram criadas novas modalidades e
práticas de esporte para que os atletas possam competir e com isso ganhem o
máximo de medalhas. O objetivo é que ao voltarem a seus países sejam recebidos com
grande júbilo e festas.
Por outro lado, o esporte passou
a ser uma grande fonte de renda para muitos, a partir dos fabricantes que
produzem os produtos usados nas modalidades esportivas, os que lutam para que
as olimpíadas e campeonatos mundiais sejam no seu país, pois, que tais torneios
arrastam milhares de turistas que trazem o dinheiro para o comércio, para as
redes de hotéis. Alguns empresários e os órgãos oficiais como a FIFA (entre
eles) controladores que são desta corrida do esporte, absorvem a maior
quantidade do que rendeu o evento.
Para o povo, que foi o maior
colaborador, que pagou os ingressos para garantir a movimentação, fica apenas o
que o governo e os políticos falam, o patrimônio (os elefantes brancos). Passada
a euforia vem a realidade que conhecemos, as construções para o evento com os
materiais super faturados, os desvios de verbas e políticos recebendo as propinas
das empresas que querem ganhar as licitações compartilhando com o crime, e
ainda tendo o desprazer de ver que muitas delas, depois de tudo passado, apesar
de todo o dinheiro que rolou, não foram terminadas.