Há muito tempo por uma razão
singular e por um acontecimento sui-generis, um homem judeu condenado a morte
pelas leis do seu tempo e que era reconhecido como um bom conselheiro (e por
esta razão bom político), arregimentou uma boa quantidade de adeptos a sua
causa, e segundo a história passou a ser denominado o filho de Deus.
Sua vida durou pouco, cerca de
trinta e quatro anos, e sua campanha, três ou quatro.
Mas, a sua assessoria, escolhida
por ele entre pescadores e parentes, soube fazer jus à confiança imposta a
eles, pois, o acompanharam durante todo o tempo de seu trabalho influenciando a
todos por onde passavam sobre as qualidades e o poder de seu mestre.
E o povo que passava muitas
necessidades sob o jugo dos romanos, rapidamente engrossou suas fileiras, pois
que as promessas feitas por esse homem os faziam sonhar com uma vida melhor,
que naqueles dias era um terror.
Ele que se chamava Jesus morreu,
mas a história conta que por seu corpo não ter sido encontrado no túmulo no
terceiro dia após morte, teria ele ressuscitado. A ausência do corpo foi a confirmação para aqueles que o seguiam, que ele não era apenas um homem, e sim
um deus.
E essa história tomou força e
seus assessores saíram dizendo a todos que seu Mestre realmente era o filho de
Deus feito homem. Ele não deixou nada escrito e a sua história foi sendo
passada boca a boca, que era o único meio para mantê-la naquela época.
Nessa história ele já era o Messias prometido
dos judeus. Algum tempo depois, alguém achou por bem escrever sua história, e
isto o tornou conhecido como o fundador de uma seita, cujos seguidores passaram
a ser denominados cristãos.
Os judeus, de onde ele procedia,
reuniram histórias contadas por setenta
escritores, e formalizaram, juntamente com a Torá judaica, o livro mais
conhecido e vendido no mundo, a Bíblia, (o livro dos livros).
Essa história já conta mais de
dois mil anos, mas o cristianismo ainda é uma das seitas com a maior quantidade
de seguidores. E uma das religiões que mais evoluiu seguindo seus passos, foi a
da Itália, a Igreja Católica Apostólica Romana, a qual quando os portugueses
descobriram o Brasil todos eram obrigados a pertencer a ela. Era a religião
oficial do país e isso durou muito, mas passou.
A Igreja Católica Romana nunca
perdeu suas forças e mantêm suas tradições em todo lugar onde se instalou.
Entre essas tradições, eis aqui algumas delas:
Quarta Feira de Cinzas: Com a imposição
das cinzas inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo
o cristão que queira se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer
dizer, a Paixão, Morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Com o rito da
imposição das cinzas, e com as palavras “Convertei-vos e crede no Evangelho” e
com a expressão “Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás”, convida a todos
a refletir sobre o dever da conversão, recordando nossa fragilidade, sujeitos a
morte. Mantendo a tradição, hoje um dia na Igreja, na Quarta Feira de Cinzas, o
cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas
usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Essa tradição da Igreja ficou como
um simples serviço também em algumas Igrejas
Protestantes.
Quaresma: A quaresma dura
quarenta dias, começa na Quarta Feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos,
na concepção do Catolicismo.
Quarenta dias – A duração da
quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta é falado
dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu
pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta
dias que Jesus passou no deserto antes de começar a sua vida pública,
quatrocentos anos que durou o exílio dos judeus no Egito. Na Bíblia o número
quatro simboliza o universo material, e seguido de zeros significa o tempo de
nossa vida na Terra, seguido de provações e dificuldades.
Sexta Feira Santa: Dia em que se
comemora a morte de Cristo. É também conhecida como a Sexta Feira da Paixão,
Sexta Feira de Passos, Sexta Feira Maior e, em linguagem Litúrgica ,
como Parasceve, designação judaica por ser o dia de preparação para o sábado,
onde a lei Mosaica proíbe fazer fogo e alimento. O cerimonial da sexta feira nasceu
do costume que tinham os primeiros cristãos de se reunirem, neste dia, para
ouvir os relatos da paixão de Cristo e cantar alguns hinos condizentes com a
data. Esse é o único dia do ano em que
não há missa.
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