domingo, 31 de julho de 2016

O J O V E M

A cada dia que passa os acontecimentos mais e mais nos deixam aturdido em ver uma realidade que nos assusta pela sua tendência ao perigo, e ao desastre.

A mídia, cumprindo seu dever de informar, nos traz notícias surpreendentes de que em alguns países, jovens se arregimentam para participarem, pasmem, dos movimentos de guerras do Oriente, de fundos “religiosos”, o que é uma causa só deles, um lugar de poucas dimensões, mas com muitas divisões, algo que já dura há séculos, cada um achando que o seu sagrado é mais sagrado que os dos seus antagonistas.

Muita gente já morreu por esta “causa”, talvez sem saber a verdadeira realidade pela qual se sacrificou. Enfim uma coisa ou causa criada por eles, numa ótica reta só deve mesmo ser resolvida por eles, seus criadores.

Essa história é bastante antiga e conhecida por todos, e é uma mistura de religião e poder que para se satisfazerem cometem toda sorte de crimes. Escritores e cineastas já exploraram tal assunto e ao mesmo tempo mostraram a todos o engano destes em manter essa situação que já dura séculos.

Não vamos entrar no mérito dessa calamidade, mas muitos morrem como homens bomba e outras atitudes de igual teor, mas com o mesmo resultado levando sempre ao suicídio, o que é condenado por quase todas as religiões. Os jovens, motivo da notícia, contam já com um montante de quinze mil “voluntários”, se entregando e se submetendo as duras leis de lá.

O que todos sabem é que estas leis não foram feitas para estes jovens inexperientes, mas que preferem ir para este lugar sonhando talvez realizar uma nova experiência. Vamos acreditar que eles não se arrependam.

O que chama a atenção é que o povo de lá está sempre fugindo de um lugar para outro, abandonando suas casas para se protegerem da instabilidade e dos ataques constantes de militantes de várias facções, militares ou não, mas com o único intuito de atacar e matar.

Isto é o que vemos quase todos os dias na mídia, e há aqueles que pedem asilo político às embaixadas que lá se representam, ou mesmo conseguem fugir para outros países procurando se proteger e salvar suas famílias do pior.

Já se tem conhecimento de jovens brasileiros abraçando tal aventura, pois que em função das Olimpíadas alguns jovens foram presos por estarem ligados a um compromisso assumido aos promovedores de tal atitude, o que para seus familiares deverá ser um sofrimento até se saber se estes voltam ou não.

Enquanto isso vai se sabendo através da imprensa, dos ataques, das destruições, das necessidades e mortes muitas delas de civis inocentes que pagam um preço muito alto por estar ou existir ali.

São muitos os caminhos, as direções que os jovens podem seguir, mas é necessário que eles se orientem antes de tomarem uma atitude que possa levá-los a se arrependerem.

Em princípio a família, a educação, têm lugar fundamental nesse processo. Hoje infelizmente as necessidades são muitas, principalmente para os mais desfavorecidos, indo desde a felicidade de ter filhos, até se sentir a grande dificuldade para criá-los, tentando torná-los bons cidadãos.

As atitudes dos jovens são imprevisíveis, indo do céu ao inferno num instante. Digo isso figurativamente, porque também tive meus dias de juventude, mas sem sonhos absurdos o que me dá muita saudade.




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