As
religiões que são um ingrediente na vida dos humanos os acompanharão até quando
a ciência e a tecnologia com seus conhecimentos e pesquisas comprovarem que a
mitologia, apesar de ser um dos caminhos permeados pela humanidade e até
tirando proveitos dela em sua trajetória, deixará de ter seu significado de
misterioso sagrado dando lugar ao conhecimento da verdade comprovada
cientificamente, criando e abrindo novos caminhos para elucidar melhor a mente
humana quanto ao todo, quanto à criação.
Mas
enquanto isto não chega, a humanidade continua sua caminhada cometendo erros e
tentando acertar.
Erros
e acertos são os cadinhos da experiência, do conhecimento. Progresso e
atualizações são fatos incontestes para o homem em quase todos os ângulos.
Alguns ainda aguardam a sua vez, pois, ainda existem povos vivendo no mais
antigo primitivismo silvícola. Índios, aborígines por ordem natural, não tem
vontade de sair de suas origens, tentando manter e alimentar suas culturas,
suas tradições tribais.
O
ser humano não vive, em geral, a ordem natural das coisas. Em sua totalidade
ele tenta, com sua inteligência, buscar o que deseja, o que idealiza ou sonha e
que depende ainda de coisas como oportunidade, sorte, estar no lugar certo, na
hora certa, etc.
Mas,
por uma razão comum, como o medo e a incerteza do desconhecido e do além,
fragilidades e a lei de sobrevivência, quase na totalidade os homens se
identificaram criando crenças, seitas e religiões.
E
eles seguem cada vez mais ululantes, ricos e poderosos, tirando de seus adeptos
e simpatizantes os seus lucros, prometendo, negociando, vendendo curas e
salvações, que é uma das coisas, que por alguma razão inexplicável, massageia o
ego do mais infeliz necessitado.
O
mais lamentável é que as rusgas, as aversões do passado, ainda não foram
diminuídas, desfeitas ou compreendidas. E hoje, como nas antigas épocas, todos
assistem impassíveis às disputas entre seitas e religiões se atacando e tecendo
críticas mutuamente. Guerras apelidadas de “santas”, mas que sabidamente, como
no passado, são apenas fachada, máscara para encobrir os verdadeiros motivos,
propósitos de tal vaticínio: o poder.
Os
ensinamentos e regulamentos primitivos e ignorantes que são usados, ainda
permanecem os mesmos de quando a humanidade engatinhava tentando evoluir e sair da total ignorância e primitivismo,
ocasião em que só o mais forte tinha a possibilidade de sobrevivência o que
justificava o crente invocar entidades, deuses, forças do além para que ele em
sua jornada não fosse a vítima, mas sim o sobrevivente.
A
religião praticamente não acompanhou o progresso e a evolução, ou seja, não
passou por uma reciclagem ou atualização. Quase ou senão todas elas
permaneceram com seus rituais, ensinamentos e regulamentos baseados nos seus
criadores, no seu início.
Os
seus continuadores vivem hoje uma nova realidade em conforto e razão social.
Mas para obterem bons resultados e
melhor retorno, insistem em manter seus adeptos pensando e agindo como
no começo das seitas e religiões, criadas para aquelas épocas tão diferentes e
distantes da atual realidade humana.
Século
XXI, era espacial, passo seguro do homem na ciência e tecnologia, ao sairmos de
um laboratório científico, e entrando em um templo, vemos uma igreja recuando e
muito no tempo como se estivéssemos participando das lendas, das histórias e
que deveriam ser vistas ou lembradas apenas como nossos antepassados.
E
hoje, como em todos os tempos, estas empresas “sem fins lucrativos”, são
mantidas e sustentadas pelo povo, na maioria pessoas incautas, infelizes,
desprovidas de princípios que melhor os elucidem para a vida, para o mundo. Por
uma promessa, ou como eles dizem uma “palavra”, a vítima, por suas necessidades,
cai de corpo e alma ou fé como queira, deixando sua psique a mercê destes
charlatões pseudo-intérpretes e intermediadores de deuses e entidades do além,
cumprindo e fazendo tudo que eles querem e ordenam.
A
corrida ao tesouro, a fórmula da multiplicação parece que foi descoberta por
todos aqueles que se julgam donos da verdade, dizendo e proclamando a todos que
tiveram “revelações, contatos e até mesmo que conversam e recebem ordens do
criador e entidades superiores quando desejarem”. Acredite se quiser.
Fica
a indagação de qual seria a razão, o propósito da Criação em dar privilégios a
algumas pessoas da sua amizade, de seu relacionamento, se a premissa é de que
todos são iguais com os mesmos direitos, - repito, acredite se quiser!
“Antes
de tentarmos crer em um deus, temos que olhar para os lados e ver quantos já
morreram pedindo ajuda a um deus”.