sábado, 19 de novembro de 2016

RELIGIÃO - COMO ENTENDER



                                                        
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             As religiões que são um ingrediente na vida dos humanos os acompanharão até quando a ciência e a tecnologia com seus conhecimentos e pesquisas comprovarem que a mitologia, apesar de ser um dos caminhos permeados pela humanidade e até tirando proveitos dela em sua trajetória, deixará de ter seu significado de misterioso sagrado dando lugar ao conhecimento da verdade comprovada cientificamente, criando e abrindo novos caminhos para elucidar melhor a mente humana quanto ao todo, quanto à criação.

Mas enquanto isto não chega, a humanidade continua sua caminhada cometendo erros e tentando acertar.
Erros e acertos são os cadinhos da experiência, do conhecimento. Progresso e atualizações são fatos incontestes para o homem em quase todos os ângulos. Alguns ainda aguardam a sua vez, pois, ainda existem povos vivendo no mais antigo primitivismo silvícola. Índios, aborígines por ordem natural, não tem vontade de sair de suas origens, tentando manter e alimentar suas culturas, suas tradições tribais.

O ser humano não vive, em geral, a ordem natural das coisas. Em sua totalidade ele tenta, com sua inteligência, buscar o que deseja, o que idealiza ou sonha e que depende ainda de coisas como oportunidade, sorte, estar no lugar certo, na hora certa, etc.

Mas, por uma razão comum, como o medo e a incerteza do desconhecido e do além, fragilidades e a lei de sobrevivência, quase na totalidade os homens se identificaram criando crenças, seitas e religiões.

E eles seguem cada vez mais ululantes, ricos e poderosos, tirando de seus adeptos e simpatizantes os seus lucros, prometendo, negociando, vendendo curas e salvações, que é uma das coisas, que por alguma razão inexplicável, massageia o ego do mais infeliz necessitado.

O mais lamentável é que as rusgas, as aversões do passado, ainda não foram diminuídas, desfeitas ou compreendidas. E hoje, como nas antigas épocas, todos assistem impassíveis às disputas entre seitas e religiões se atacando e tecendo críticas mutuamente. Guerras apelidadas de “santas”, mas que sabidamente, como no passado, são apenas fachada, máscara para encobrir os verdadeiros motivos, propósitos de tal vaticínio: o poder.

Os ensinamentos e regulamentos primitivos e ignorantes que são usados, ainda permanecem os mesmos de quando a humanidade engatinhava tentando evoluir  e sair da total ignorância e primitivismo, ocasião em que só o mais forte tinha a possibilidade de sobrevivência o que justificava o crente invocar entidades, deuses, forças do além para que ele em sua jornada não fosse a vítima, mas sim o sobrevivente.

A religião praticamente não acompanhou o progresso e a evolução, ou seja, não passou por uma reciclagem ou atualização. Quase ou senão todas elas permaneceram com seus rituais, ensinamentos e regulamentos baseados nos seus criadores, no seu início.

Os seus continuadores vivem hoje uma nova realidade em conforto e razão social. Mas para obterem bons resultados e  melhor retorno, insistem em manter seus adeptos pensando e agindo como no começo das seitas e religiões, criadas para aquelas épocas tão diferentes e distantes da atual realidade humana.

Século XXI, era espacial, passo seguro do homem na ciência e tecnologia, ao sairmos de um laboratório científico, e entrando em um templo, vemos uma igreja recuando e muito no tempo como se estivéssemos participando das lendas, das histórias e que deveriam ser vistas ou lembradas apenas como nossos antepassados.

E hoje, como em todos os tempos, estas empresas “sem fins lucrativos”, são mantidas e sustentadas pelo povo, na maioria pessoas incautas, infelizes, desprovidas de princípios que melhor os elucidem para a vida, para o mundo. Por uma promessa, ou como eles dizem uma “palavra”, a vítima, por suas necessidades, cai de corpo e alma ou fé como queira, deixando sua psique a mercê destes charlatões pseudo-intérpretes e intermediadores de deuses e entidades do além, cumprindo e fazendo tudo que eles querem e ordenam.

A corrida ao tesouro, a fórmula da multiplicação parece que foi descoberta por todos aqueles que se julgam donos da verdade, dizendo e proclamando a todos que tiveram “revelações, contatos e até mesmo que conversam e recebem ordens do criador e entidades superiores quando desejarem”. Acredite se quiser.

Fica a indagação de qual seria a razão, o propósito da Criação em dar privilégios a algumas pessoas da sua amizade, de seu relacionamento, se a premissa é de que todos são iguais com os mesmos direitos, - repito, acredite se quiser!


“Antes de tentarmos crer em um deus, temos que olhar para os lados e ver quantos já morreram pedindo ajuda a um deus”.

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