Uma notícia chamou a nossa
atenção. Imigrantes venezuelanos estão sendo transportados de Rondônia para
outros lugares uma vez que o estado não tem como os acolher ou acomodá-los
tendo em vista as condições em que o estado se encontra.
Uma parcela deles está sendo trazida
para São Paulo por via aérea, coisa que para a maioria dos brasileiros é algo
impossível de ser concretizado. É de se esperar que isso não chegue aos ouvidos
dos quinze mil moradores de rua que existem na capital paulista, moradores
esses que não têm condição de nada e que só sobrevivem pela solidariedade de
alguns, que com pena os ajudam, uma vez que nos organismos públicos não há
verba para cobrir contas das necessidades mais prementes do povo.
Para assumir tais imigrantes, o
Brasil deveria ter condições de mantê-los de forma digna e decente, mas, se
formos analisar, o Brasil tem situações idênticas às do país de onde eles vêm,
sem dinheiro, com suas instituições no fundo poço, bem como com o povo quase
todo endividado, e há muito com o fantasma do desemprego que deixou na rua da
amargura treze milhões de trabalhadores. Se formos olhar, pela lógica, esse
povo que chega deveria entrar no fim da fila, uma vez que milhares de
brasileiros também já vivem abaixo da linha da miséria.
Ninguém está contra em ajudar quem
quer que seja, mas não podemos exagerar. Entre os imigrantes existe uma boa
parcela de pessoas que cursaram faculdades e que são encaminhados com mais facilidade
para se empregar. Existem também aqueles que simplesmente por falarem outro
idioma como o inglês, sem cerimônia conseguem dar “aulas”. Eu mesmo assisti na
TV, no programa da “Fátima Bernardes”, um desses refugiados dizendo ser professor e que está dando aula em uma
escola a cento e oitenta alunos, cobrando por mês cem reais de cada um.
Não é necessário dizer o que é
ser professor no nosso país e a decepção que temos em saber que em alguns
lugares crianças para poderem aprender a ler, se sujeitam elas e as professoras
o fazê-lo debaixo de árvores.
A solidariedade, o amor ao
próximo é até divino, mas há de se ter um contrôle encaminhando essa gente a
locais mais condizíveis com as nossas necessidades, como por exemplo, a lavoura
que sempre tem espaço e precisa de gente para plantar e até ajudar o país a
sair da situação em que se encontra, e não deixar tais imigrantes ou refugiados,
como eles querem, ir para São Paulo, Rio de Janeiro e cidades grandes que já
sofrem por falta de moradias, de empregos, e onde o trânsito e o transporte
público já vivem um caos, e onde pela necessidade permeia o crime.
Apenas uma opinião tentando
enxergar uma saída mais lógica para todos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário