terça-feira, 17 de abril de 2018

NOTÍCIA QUE NOS FAZ PENSAR




Uma notícia chamou a nossa atenção. Imigrantes venezuelanos estão sendo transportados de Rondônia para outros lugares uma vez que o estado não tem como os acolher ou acomodá-los tendo em vista as condições em que o estado se encontra.

Uma parcela deles está sendo trazida para São Paulo por via aérea, coisa que para a maioria dos brasileiros é algo impossível de ser concretizado. É de se esperar que isso não chegue aos ouvidos dos quinze mil moradores de rua que existem na capital paulista, moradores esses que não têm condição de nada e que só sobrevivem pela solidariedade de alguns, que com pena os ajudam, uma vez que nos organismos públicos não há verba para cobrir contas das necessidades mais prementes do povo.

Para assumir tais imigrantes, o Brasil deveria ter condições de mantê-los de forma digna e decente, mas, se formos analisar, o Brasil tem situações idênticas às do país de onde eles vêm, sem dinheiro, com suas instituições no fundo poço, bem como com o povo quase todo endividado, e há muito com o fantasma do desemprego que deixou na rua da amargura treze milhões de trabalhadores. Se formos olhar, pela lógica, esse povo que chega deveria entrar no fim da fila, uma vez que milhares de brasileiros também já vivem abaixo da linha da miséria.

Ninguém está contra em ajudar quem quer que seja, mas não podemos exagerar. Entre os imigrantes existe uma boa parcela de pessoas que cursaram faculdades e que são encaminhados com mais facilidade para se empregar. Existem também aqueles que simplesmente por falarem outro idioma como o inglês, sem cerimônia conseguem dar “aulas”. Eu mesmo assisti na TV, no programa da “Fátima Bernardes”, um desses refugiados dizendo  ser professor e que está dando aula em uma escola a cento e oitenta alunos, cobrando por mês cem reais de cada um.  

Não é necessário dizer o que é ser professor no nosso país e a decepção que temos em saber que em alguns lugares crianças para poderem aprender a ler, se sujeitam elas e as professoras o fazê-lo debaixo de árvores.

A solidariedade, o amor ao próximo é até divino, mas há de se ter um contrôle encaminhando essa gente a locais mais condizíveis com as nossas necessidades, como por exemplo, a lavoura que sempre tem espaço e precisa de gente para plantar e até ajudar o país a sair da situação em que se encontra, e não deixar tais imigrantes ou refugiados, como eles querem, ir para São Paulo, Rio de Janeiro e cidades grandes que já sofrem por falta de moradias, de empregos, e onde o trânsito e o transporte público já vivem um caos, e onde pela necessidade permeia o crime.

Apenas uma opinião tentando enxergar uma saída mais lógica para todos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário