É domingo dia vinte e
três de junho. E como programado,
realizou-se a Parada LGBT, um desfile de luta pelos direitos da classe, e que
segundo pesquisa da prefeitura reuniu cerca de três milhões de participantes,
uma massa humana colorida que cobriu toda a Avenida Paulista fazendo o percurso
a fim de comemorar os seus cinqüenta anos de luta reivindicando seus direitos,
com muitos patrocinadores e com a
prefeitura arcando com 1,8 milhões de reais com a organização da parada.
Para a diversão dos
participantes foram contratados dezenove trios elétricos com seus sons
ensurdecedores e com as presenças de vários famosos, inclusive políticos como o
deputado David Miranda que até deixou uma mensagem dizendo que chamá-lo de
“Viado, é elogio”. Contou também com a
participação de uma pastora LGBT que ensina como é possível conciliar sexualidade
e religião.
Foram efetuados também
vários casamentos, salientando-se ainda a presença de um PM fardado que fez seu pedido de
casamento ao namorado.
A Parada Gay que já tem
um objetivo determinado, também é um momento de prazer, diversão e de críticas
políticas, pois muitos traziam cartazes, inclusive uma "manifestante" que dizia que o clímax da Parada LGBT era a presença do presidente
Bolsonaro, o que nada mais era um troco e exigia o respeito de um povo conservador,
pois o nosso dirigente, após conseguir criminalizar a homofobia, ainda tem
outras três ações para simplificar a vida da comunidade LGBT.
O prefeito Bruno Covas
declarou que São Paulo celebra a “diversidade” e disse ainda que com isso São
Paulo se tornou uma referência mundial em termos de direitos humanos, chegando
até a fazer uma comparação do desfile
gay e a marcha para Jesus feita pelos evangélicos num mesmo momento.
Mas o que se tornará de
fato interessante, é que esses desfiles e marchas não assumam um caráter de
movimento político e de oposição mudando o direcionamento de seus propósitos, e que os participantes
dessas marchas ou paradas apenas cumpram seus objetivos iniciais para que
tenham no final o resultado positivo de suas reivindicações e obtenham boas
críticas na sua vigésima terceira edição da Parada do Orgulho Gay LGBT realizada
em São Paulo.
Com muitos apoios e
muitas críticas, isso é o que rola nos noticiários dos jornais e TV.
Agora é aguardar a
próxima parada, esperando que em se passando um ano, todo o preconceito possa
ter sido reduzido, e que todos os objetivos dessas paradas tenha sido alcançado.
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