segunda-feira, 24 de junho de 2019

PARADA LGBT - Edição de número 23




É domingo dia vinte e três de junho. E como  programado, realizou-se a Parada LGBT, um desfile de luta pelos direitos da classe, e que segundo pesquisa da prefeitura reuniu cerca de três milhões de participantes, uma massa humana colorida que cobriu toda a Avenida Paulista fazendo o percurso a fim de comemorar os seus cinqüenta anos de luta reivindicando seus direitos, com muitos patrocinadores e com  a prefeitura arcando com 1,8 milhões de reais com a organização da parada.

Para a diversão dos participantes foram contratados dezenove trios elétricos com seus sons ensurdecedores e com as presenças de vários famosos, inclusive políticos como o deputado David Miranda que até deixou uma mensagem dizendo que chamá-lo de “Viado,  é elogio”. Contou também com a participação de uma pastora LGBT que ensina como é possível conciliar sexualidade e religião.

Foram efetuados também vários casamentos, salientando-se ainda a presença  de um PM fardado que fez seu pedido de casamento ao namorado.

A Parada Gay que já tem um objetivo determinado, também é um momento de prazer, diversão e de críticas políticas, pois muitos traziam cartazes, inclusive uma "manifestante" que dizia que o clímax  da Parada LGBT era a presença do presidente Bolsonaro, o que nada mais era um troco e exigia o respeito de um povo conservador, pois o nosso dirigente, após conseguir criminalizar a homofobia, ainda tem outras três ações para simplificar a vida da comunidade LGBT.

O prefeito Bruno Covas declarou que São Paulo celebra a “diversidade” e disse ainda que com isso São Paulo se tornou uma referência mundial em termos de direitos humanos, chegando até a  fazer uma comparação do desfile gay e a marcha para Jesus feita pelos evangélicos num mesmo momento.

Mas o que se tornará de fato interessante, é que esses desfiles e marchas não assumam um caráter de movimento político e de oposição mudando o direcionamento  de seus propósitos, e que os participantes dessas marchas ou paradas apenas cumpram seus objetivos iniciais para que tenham no final o resultado positivo de suas reivindicações e obtenham boas críticas na sua vigésima terceira edição da Parada do Orgulho Gay LGBT realizada em São Paulo.

Com muitos apoios e muitas críticas, isso é o que rola nos noticiários dos jornais e TV.

Agora é aguardar a próxima parada, esperando que em se passando um ano, todo o preconceito possa ter sido reduzido, e que todos os objetivos dessas paradas tenha sido alcançado.                     


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