Da mais antiga
civilização aos dias de hoje ainda se pretende que o muro seja uma solução de defesa ou segurança, o
que é um grande engano, pois que em todas as histórias que conhecemos suas
transposições pelo inimigo é o que mais os realça, ficando apenas suas
lembranças como, por exemplo, as muralhas do China que com seus milhares de
quilômetros ainda rende muito ao país através do turismo.
Existem as histórias
até bíblicas quando cidades eram feitas cercadas por muralhas, mas onde se
verifica que todas foram vencidas pelos inimigos, sendo que uma delas até deixa
dúvidas sobre sua veracidade, pois quer
nos fazer acreditar ter sido ela, a muralha que a cercava, derrubada por um grupo
de corneteiros.
Mas tudo isso estaria
dentro do conceito de histórias, e os historiadores e escritores em todos os
tempos tiraram vantagens e lucros desse filão que é contar histórias.
Nos últimos séculos
muitas delas já foram contadas e escritas, pois que a fila não parou, e após a
segunda guerra mundial ela se repetiu quando os vencedores a finalizaram na
cidade onde ela começou Berlim na Alemanha.
Por diversas
razões tal cidade ficou nas mãos de dois
dos contendores que por política, princípios antagônicos e interesses, um lado
achou por bem se separar do outro colocando um muro de concreto encimado por
arame farpado por muitos quilômetros, começando aí a terrível experiência da
“guerra fria”, ou seja, a guerra continuou agora sem armas, mas com o mesmo
desejo de intimidação, poder e tudo de mal que o homem sempre soube fazer e que
nunca acabou infelizmente.
Isso durou vinte e oito
anos e nesse tempo muitos sentiam necessidade de pular esse muro fazendo com
que morresse muita gente inocente.
Mas com o passar dos
anos, parece que tal muro e o seu significado perderam o seu valor. E em 1989,
se deu a tão esperada “queda do muro”, que havia sido construído para evitar o
fluxo de refugiados que ocorria desde 1949, e que se tornara uma vergonha para
o mundo.
Era a luta do capitalismo contra o socialismo que acabou por deixar um rastro sombrio, pois
até hoje esse povo paga muito caro pelo resultado das loucuras de elegerem para
sua liderança um doente maníaco que queria ser o dono do mundo juntamente com
asseclas de igual teor mental.
A mensagem que fica
sempre, é que se espera que o homem tenha aprendido a lição para não repeti-la
nunca mais para o seu bem e de toda a humanidade.
Essa história aconteceu
há trinta anos e esperamos não haver necessidade de nos preocuparmos com outros
acontecimentos iguais.
Ainda existem hoje
aqueles que para se isentarem de responsabilidades recorrem ao muro da
intolerância, e podemos citar como exemplo o
atual presidente dos Estados Unidos, pretendendo criar um muro separando
o seu país do México.
Mesmo que só no
imaginário esse muro está presente, parecendo fazer parte do homem que acredita
que serão apenas alguns tijolos que farão com que esse muro exista,
esquecendo-se todos que as necessidades do homem continuam as mesmas e a sua
vontade de liberdade será sempre cada vez maior.
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