Apesar de ser criada a lei 7716
(praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor,
etnia, religião ou procedência nacional) no seu artigo 20, tivemos a
oportunidade de ver pela imprensa escrita algo inacreditável: aluno de doze
anos de idade por usar guias (colar) do Candomblé, foi barrado de entrar numa
escola municipal. Sugere a reportagem, que teria sido um ou uma professora em
uma escola no Grajaú, Rio de Janeiro. Outra notícia revoltante, nos informa que menina de onze anos foi apedrejada por dois
“homens”, com Bíblias nas mãos, quando saia de um culto de Candomblé. Sua tia,
adepta da religião afro-brasileira, falando aos repórteres, fez alusão a uma
fala que quase todos usam “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” Está
escrito na Bíblia disse ela. Lemos ainda no noticiário, que nas diferenças de
fé, até crianças viram alvo da intolerância.
Seria atraso ou ignorância, pois,
registro desse tipo seria de um tempo que só lembramos através de antigas
histórias do passado.
Para entendermos tal situação,
outra notícia no mínimo chocante. Praticantes de religiões afro protestam junto
às autoridades contra evangélicos de um grupo intitulado “gladiadores do
altar”. São uniformizados, tem postura militar e são chamados pelos pastores de
exército de Cristo, o que soa como algo que já ouvimos.
Os noticiários também trazem uma
reportagem que se registre é um documento vivo, falando sobre Eleuzita de
Omulu, que com 79 anos de idade, é muito respeitada na religião por ser a
segunda zeladora de santo mais velha do país. Seu terreiro existe a cento e
setenta anos na cidade de Salvador Bahia.
Isso que escrevo são notícias
recentes da imprensa escrita, vi na Folha de São Paulo onde me motivei a
escrever essas notícias.
Guerras pelo poder e entre
religiões existiram a centenas de anos atrás. Como exemplo, podemos citar uma bem conhecida que é a dos Templários, os Cavaleiros de
Cristo e que pelo seu poder e excessos criminais, foram eliminados.
É não esquecer que as religiões
de raízes são muito antigas. O Candomblé, o Espiritismo já são conhecidos pelo
menos há sete mil anos. Essa preocupação, esse protesto ou denúncia das
religiões afro brasileiras às autoridades, fundamenta-se para que se impeça que
este “grupo gladiadores do altar” pegue em armas. Isso é
hipotético, pois, estes como outros são comandados, recebem ordens e como
qualquer militar as executam.
No Brasil, a religião é livre
para todos. Será que em outros lugares também é assim? Mesmo assim há aqueles
que se sentem incomodados por outras crenças. O ideal seria que houvesse um
consenso, pois no Brasil existem centenas de religiões e seitas. Os problemas
dos brasileiros já são muitos, o bastante para não se criar mais este, isto é
incitar incautos à desordem e humilhação.
É necessário lembrar a todos que
a religião brasileira genuína é a Umbanda, criada pelo Caboclo das Sete
Encruzilhadas, no ano de mil novecentos e oito, incorporado no médium Zelio
Fernandino Soares, na cidade do Rio de Janeiro. As outras, apesar dos seus
inúmeros adeptos, tem suas origens em outros países, outros lugares.
Portanto até por lógica o
brasileiro tem que se orgulhar. Um país tão grande que deu e dá guarida a todos
que aqui vem, seja da origem que for, ter a sua religião, sua crença onde possa
receber as benesses do Criador, é demonstrar de fato, que Deus é brasileiro
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