sábado, 27 de junho de 2015

P R E S S Ã O

Todas as crenças, seitas e religiões alimentam em seus meios, para seus adeptos e seguidores que se entregarem e acreditarem em seus rituais, deuses e entidades, que deverão ser obedecidos e onde  preceitos e regulamentos, terão de ser acatados e com exigências e leis ensinadas e ministradas pelos inventores ou criadores de tais seitas e religiões, levarão o incauto a se sublimar e receber ajuda ou apoio dos elementos sagrados e misteriosos das entidades que estão ligadas a estes “interlocutores”, que dizem estar imbuídos do poder de manipular as benesses enviadas por estas entidades e deuses, passando-as a pessoas necessitadas com doenças, com algum problema de ordem espiritual ou emocional, e até arranjar emprego e ganhar dinheiro com tal “prosperidade”.

E isto se arrasta a muitos milhares de anos, desde que o ser humano adquiriu inteligência e foi descobrindo as incertezas, as necessidades para sua sobrevivência, as suas fraquezas, os seus medos de tudo aquilo que não entendia.

Essas coisas é que o obrigaram a criar, mesmo que em pensamento, pretextos para se defender de tudo isso. Por em prática foi apenas questão de tempo, pois, em qualquer meio, em qualquer grupo ou comunidade, sempre houve e haverá alguém mais esperto, e que, na primeira oportunidade, fará uso desta esperteza para, manipulando incautos infelizes, tirar proveito para si.

Seria impossível se saber ou relacionar desde o começo, a capacidade criadora dos humanos em formalizar oferendas aos deuses e entidades do além. E não se esquecendo dos castigos incríveis e até criminosos que os dirigentes de tais seitas e religiões inventavam e criavam para os seguidores que os cercavam. Os regulamentos e leis que tinham que ser seguidas a risco.

Nesta longa jornada do ser humano, estes que se julgavam e se julgam mais espertos com posições e poderes, eliminaram e executaram um número tão grande de pessoas menos avisadas, nas formas mais terríveis, com os mais profundos meios de perversidades, indescritíveis e muito tristes até para serem lembrados.

Não obstante o conhecimento de todas essas terríveis e degradantes histórias, registros verdadeiros da fúria humana para alcançar prestigio domínio e poder, as lendas, as seitas e religiões continuam presentes ainda usufruindo das fragilidades dos necessitados e infelizes, e se enriquecendo a custa deles.

Não é possível saber por quanto tempo ainda isto vai durar, por quanto tempo ainda o homem vai acreditar ou aceitar essas condições de mitologia. O que sabemos é que o homem, com sua inteligência avançou, cresceu muito, o bastante para ir conseguindo definir o certo do errado.

A ciência que só aceita aquilo que é comprovadamente científico, será a garantia do sucesso do homem no planeta Terra.  Na realidade é ele quem  deverá preparar o homem para o seu futuro real e verdadeiro, sem lendas, histórias e crenças do imaginário fértil de seus criadores e contadores.

Mas enquanto isso não chega, o homem continua e continuará assistindo e participando desta epopéia de viver, existir e morrer, cada um no seu estágio evolutivo, tentando, insistindo em pensar que somos todos iguais e com os mesmos direitos. Se analisado friamente isto é apenas um pensamento inócuo, sem efeito, e sem qualquer motivo, porque todos sabem que ninguém quer se parecer com ninguém, e um grande número, ao se olhar no espelho, recusa a própria imagem que vê, achando que está faltando ou sobrando alguma coisa do que ele ou ela esperava ser.

As seitas, crenças e religiões, por mais primitivas que fossem, permaneceram, mesmo aquelas de civilizações perdidas e as das mais remotas épocas. E os seus continuadores e seguidores, querem por todos os meios que os novos adeptos, os atuais seguidores, acreditem e aceitem, e forçam práticas daquilo que foi criado e usado por primitivos arcaicos, e que deveria ser lembrado apenas como histórias da antiguidade ou lendas mitológicas.

               
A análise que poderia justificar esse marasmo que o ser humano sofre ou participa no planeta Terra, pode ser considerado como uma sala de aulas onde os alunos aprendem em escala progressiva, e os iniciantes estariam ou estão no primeiro ano de aprendizado, ainda ignorantes quanto ao estágio em que já se encontram os terráqueos, ou seja, os que têm pouca instrução vivem quase aquém de civilizações atuais.

Tomando por base o princípio que indica que todos deveriam ser iguais e com os mesmos direitos, a impressão que se tem é que todos estariam no mesmo patamar de igualdade, não havendo principalmente diferenças sociais onde todos teriam o mesmo poder, a mesma liberdade e os mesmos conceitos sobre tudo e sobre todos.

Talvez o intuito da criação tenha sido esta, mas com a ressalva de que a inteligência põe o ser humano em descompasso, colocando-o em conformidade com suas experiências e conhecimento. E a prerrogativa da inteligência de quem acumula mais dados em seu cérebro, torna-se mais preparado, mais à frente dos outros, determinando uma diferenciação, mais ou menos inteligente, e mesmo o que se acredita semelhança dos humanos é quase vago, pois nem a genética garante a simetria do mapa do homem. Determinadas quantidades dos elementos da estrutura do corpo humano, quando se unem, tornam a sua construção aleatória, e nesta situação de ordem natural e científica, não existe réplica idêntica do homem.  Ninguém é igual a ninguém. Os acabamentos, os caracteres, a imagem, as energias e reações de um indivíduo, jamais poderão ser comparadas a outro.

E graças a essas diferenças o homem, a pessoa é facilmente reconhecida, o que não ocorreria se realmente fossem iguais ao pé da letra.


Iguais e com os mesmos direitos, teria sido apenas uma frase de historiadores ou sonhadores. 

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