quarta-feira, 26 de agosto de 2015

SUA MAJESTADE ELVIS

O cara chega ao palco com seu violão country e começa a cantar uma canção maluca, acompanhado por uma guitarra elétrica, um baixo de pau e uma batera. O máximo de barulho com o mínimo de recursos. O topete rabo de “pato” armado com muita brilhantina vai se desgrenhando, como se alguém tivesse dado um tiro de sal no rabo de pato. O paletozão largo e verde, a camisa cor-de-rosa, a calça vermelha. Chocante. Os sapatos brancos não ficam nem meio segundo parados no mesmo lugar. O cara pula, se sacode e rebola com o assanhamento das melhores strip teasers de Lãs Vegas.
- Estamos em Memphis, Tennesse, no meio dos anos de 1950. Na platéia, as garotas são excitadíssimas e os rapazes só têm uma coisa na cabeça: parecer com o cantor no palco, pegar uma guitarra, sair por aí, rocking and Rolling como ele. O apresentador, bem pouco antes do início do show, tinha perguntado ao cara:
- Qual o se nome filho?
- Elvis Presley senhor.
- Não, não, quero saber o seu nome artístico.
- Elvis Presley senhor.
- Elvis Presley?! – o apresentador não escondia sua expressão de gozação e desdém, “mais um caipira metido a extravagante” ele deve ter pensado.
Mas quando o cara começou a cantar, a moçada se arrepiou. A música era uma mistura de hillbilly, a música sertaneja americana, blues e mais alguma coisa que ninguém sabia definir direito. A voz que gargarejava as palavras e parecia brotar daqueles quadris epiléticos. De olhos fechados, apenas ouvindo muita gente poderia jurar que o cantor era negro. De fato, uns meses antes, em 1954, quando a voz do cara – Elvis Presley foi ao ar a primeira vez no rádio, houve uma avalanche de telefonemas para a estação. As pessoas queriam saber quem era o negro que cantava that´s allright. Era o programa Red Hot´n Blue, de Dawei Phillips, que dava uma força incrível para os bluesman negros na cidade de Memphis. O negro era Elvis, loiro (mais tarde tingido de moreno), olhos azuis, bonito estilo baby rebelde fortão como um caubói, como o show businnes procurava: um branco que dominasse a linguagem corporal e vocal dos negros, para consumo de massa das platéias brancas. Ele era religioso e nas igrejas cantava músicas gospel e aprendeu com os pregadores que música era para se tocar e cantar com o corpo todo. Rock and Roll, baby! Ali estava com suas costeletas grossas de chofer de caminhão, a gola da camisa levantada e a ajuda dos quadris faziam suspirar as fanzocas enamoradas. Mas alguma coisa além da animalidade alegre e dissoluta do “P`Elvis” pode ser pensada para explicar os 100 milhões de discos que o Rei do Rock vendeu somente entre 1955 e 1965, gerando a fantástica soma de 150 milhões de dólares. Sem contar filmes, espetáculos, aparições na TV e os milhares de badulaques, tipo crachás, camisetas, estatuetas, fotos, que o gênio mercadológico do coronel Tom Parker, empresário de Elvis, a partir de 1955, soube impingir a multidão de fãs hipnotizados pelo ídolo no mundo inteiro. A crítica mundial considerava Elvis Presley um fenômeno pós guerra. Elvis Presley conseguiu realizar todos os seus sonhos com a música Rock and Roll gravando, cantando em shows, e por orientação de seu empresário Tom Parker investiu no cinema outra grande fonte de dinheiro como retorno, e com isso ele ficou afastado da música, porém seus discos eram os mais vendidos no mundo estavam sempre nos primeiros lugares das paradas das rádios em quase todo o planeta. Até que em dezembro de 1968, após uma ausência de oito anos nos shows de TV. Elvis gravou um especial para a NBC, três anos depois o documentário That´s The Wai It Is, que bateu um recorde de bilheterias, Elvis no início da carreira, com o guitarrista Scotty Moore. Em todo o tempo chovia ouro na horta do garoto, gravações, especiais, shows as centenas a valores astronômicos que ele não conseguia administrar ou saber de quanto dinheiro ele tinha. Rico muito mais do que poderia gastar, mesmo se vivesse como um faraó por mil anos. Elvis colecionava cadillacs, ursinhos de pelúcia e mulheres. A única mulher com quem se casou Priscilla Beaulien, que ele conheceu quando serviu o exército na Alemanha, que fugiu de casa com o instrutor de caratê e kung fu, morreria de rir com esta história. Finalmente passou a fazer shows em Lãs Vegas para deleite dos clientes. O coronel Tom Parker tirou muito proveito de tudo isso. Chegou o tempo que Elvis se cansou, estava gordo, tomava muitos remédios e se sentia em solidão. E neste estado de graça que, em que em janeiro de 1973, Elvis Presley se apresenta num bem sucedido concerto de uma hora no Hawai, promovido pela RCA – Aloha From Hawai. Todo o oeste americano assistiu ao show, via satélite. Depois o resto do Planeta, via teipes, também teve oportunidade de ver o Rei.    
E aí, no triste dia 16 de agosto de 1977, em sua hiper – kitsch mansão em Memphis, a Graceland, onde morava com o pai (a mãe morrera em 1958 deixando-o desolado), e um séquito de amigos assalariados, o coração do Rei parou. Elvis tinha 42 anos de idade.              Diagnóstico espiritual: overdose de si mesmo.
Lembro a todos que isto é apenas um resumo da vida e do que foi Elvis Presley – O REI DO ROCK. E que se estivesse vivo estaria completando 80 anos de idade.

Da: Revista Rock.
Editora Rio Gráfica.
Diretor, Pedro Paulo Poppovic e consultores editorias s/c Ltda.
Texto de: Ronaldo Morais.



                   

sábado, 15 de agosto de 2015

PARA O BRASIL

Com a premissa de que todos devem economizar por causa da crise econômica por que passa o país, o povo quer que os políticos também façam o mesmo democraticamente.

E em alguns lugares este pensamento está sendo posto em prática, mas por pressão do povo. Afinal o poder emana do povo, e sabe por quê? Pois é ele que mantém os cargos públicos, a custo dos impostos que vêm esfolando principalmente os mais desfavorecidos da sorte, e  que é a maioria dos eleitores que os elegem para serem seus representantes nas câmaras de vereadores, deputados, senadores e governantes.

Estão confundindo, mas é claro que o povo é que é o patrão, e por isso estão cobrando destes as suas promessas e compromissos assumidos em ocasião de campanhas, onde alguns usam até de fraudes para se elegerem, e muitos, mas muitos mesmo, depois de eleitos praticam crimes, e se corrompem como estamos vendo acontecer, o que é uma vergonha.

Seria de bom grado, e até patriótico, que os senhores deputados, senadores, prefeitos e governadores, seguissem algum bom exemplo, conscientizando-se que seu trabalho não é apenas um emprego para ganhar dinheiro, e sim é uma atitude de responsabilidade que assumiram para com o seu povo, povo que os elegeu na esperança de dias melhores. Tais dirigentes deveriam aproveitar a oportunidade para doar o máximo de si para corresponder à confiança neles depositada, e não o contrário como vem ocorrendo infelizmente.

A quantidade de gente em suas mãos é muito grande, por isso é necessário respeitá-los. Não é necessário mostrar aqui o que as histórias já nos contaram, que a fome é má conselheira. A administração sem controle coloca o país em cheque. As necessidades aumentam assim como o crime, e é muito triste ver os presídios superlotados (porque lotados eles já estão), e o cidadão comum preso em sua própria casa sem poder fazer uso de seus direitos, o que é lamentável.

Está provado que a única maneira de se conseguir comandar e dirigir é estar imbuído de conhecimento e vontade de grandes realizações.

Creio que esta é a necessidade do Brasil que tem tudo para ser um grande país, mas para isso primeiro, ele tem que se desembaraçar de uma série de problemas gerados por políticos ambiciosos e desonestos.

- Isto é apenas uma opinião. E você o que pensa?  

terça-feira, 11 de agosto de 2015

GUERRA DE TRINTA ANOS

Há setenta anos atrás acabava um dos maiores genocídios da humanidade do século XX, a  segunda guerra mundial.

O agressor denominava-se o eixo, comandado pelo ditador alemão Adolf Hitler que sonhava dominar o mundo, conseguindo o apoio de Benito Mussolini ditador  italiano, e tentando também a ajuda de Stalin, ditador da Rússia, o que  felizmente  não conseguiu. Os Estados Unidos e outros países formaram os aliados, que eram por ele comandados para se defender de Hitler e seus comparsas que já dominavam muitos países. Ao ser também atacado militarmente, teve que declarar guerra ao Japão que era um dos participantes do eixo.

Na Europa o terror imposto por Hitler, na Ásia as atrocidades causadas pelos guerreiros de Hiroito, imperador do Japão, foi muito desgastante para todos. Gastou-se muito dinheiro, muito material foi destruído, e mais de cem milhões de pessoas entre militares e civis morreram, muitos na maior miséria e humilhação.

A segregação racial era um dos grandes pontos, pois, os que não podiam ser aproveitados nas áreas de trabalhos forçados, eram descartados nas formas mais dolorosas que o mundo já havia visto. Ainda os homossexuais e os deficientes físicos por não conseguirem ajudá-los, eram dizimados em formas não menos dolorosas.

Os japoneses tiveram a oportunidade de serem vítimas de uma experiência que assombrou o mundo, com uma arma de grande poder de destruição. Foram avisados por Harry Truman, presidente dos Estados Unidos, mas de acordo com a história, insistiram em continuar a guerra, pois contavam também com uma arma terrível, os camicases, onde o guerreiro morria junto ao ataque. Mas viram muitos dos seus desaparecerem com as duas bombas atômicas lançadas no seu país nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Na Europa a guerra era acirrada, mesmo porque os aliados conseguiram o apóio de Stalin, da Rússia, que incluiu um grande número de homens e inclusive o Brasil foi solicitado pelos aliados e mandou um efetivo de vinte e cinco mil homens para ajudá-los na Itália, onde o inimigo estava bem instalado e dando muito trabalho. Os pracinhas brasileiros ajudaram e muito para que o fim da guerra fosse mais rápido, entre outras coisas eles criaram uma fala conhecida por todos “a cobra vai fumar” da qual foi criado um símbolo que era colocado no braço das jaquetas das suas fardas.

No Japão já havia sido definido o fim da guerra, na Europa seguia célere para seu final que era o que todos esperavam e ao mesmo tempo temiam porque os alemães estavam criando armas que até davam esperanças para Hitler no seu sonho. Mas ele já tinha perdido muitas áreas importantes para os aliados, e com o dia “D” na Normandia e a tomada da França pelos próprios franceses, e muitas outras frentes enfraquecendo o exército alemão na Itália, e tomadas de outros lugares onde os alemães estavam plantados, tiveram que bater em retirada. Na Itália os aliados já haviam até matado Mussolini e seus comparsas. Nesse meio tempo, os aliados já estavam invadindo e, tomando Berlin, onde num bunker, ou casamata (apelidada por toca da raposa), estava ele, o causador de todas as desgraças de muitos. E vendo sua cidade Berlin invadida por um lado pelos americanos, por outro os russos e sabendo da morte de Mussolini seu pupilo, também se suicidou, aliviando a todos e deixando o seu povo desesperado e na miséria, com  os aliados ocupando tudo, russos e americanos dividindo cientistas, pois, lá estava um celeiro deles. E um deles muito importante em projetos de foguetes, era  o criador das “V2”, bombas voadoras, com as quais ele bombardeava a Inglaterra desde a Alemanha, causando grandes prejuízos a ela. Este era o cientista Von Braun que foi levado para os EUA para Penny Mundi, um dos maiores campos de experiências do mundo, de onde depois de alguns anos o homem Von Braun viu seu foguete alcançar a Lua.

Esses trinta anos de guerra deixaram marcas profundas. Pessoas com problemas por causa dela, em especial os  judeus, continuam procurando alemães pra fazer justiça, pois nesta guerra, perderam filhos, parentes e amigos, e choram até hoje. E muitos países que receberam estrangeiros fugitivos da guerra, que por medo de serem reconhecidos,  perderam para sempre o contato com parentes.

Mas há de se convir, que esses trinta anos de guerra deram um grande impulso na ciência, na indústria, na medicina e na ficção científica, tão grande como nunca tinha acontecido.

Mesmo assim, vamos esperar que o homem que gosta de repetir seus erros, não intente em repeti-los.

Seria de bom grado que quando se recordasse a guerra o fizesse num todo. Não em detalhes como o holocausto, as bombas no Japão ou em Pearl Harbor pela destruição causada pelos japoneses, e as milhares de mortes de civis, homens, mulheres e crianças, destruições de hospitais e escolas.

Afinal todos tiveram seu ônus por participarem de tal evento.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O BEM E O MAL

É comum, desde a muito, principalmente nos meios religiosos, se dizer que o bem vence o mal. E o homem sempre acreditou nisso.

Mas parece mesmo ser uma expressão talvez de esperança em meio a tantas coisas ruins que acontecem a milhares de anos, pois, em todos os tempos o homem só vem praticando, de acordo com as épocas, toda sorte de crimes e atrocidades. Para isto ele foi criando, inventando as mais diversas armas. Começando pelos primitivos que por não terem outras coisas, atiravam pedras, davam pauladas. A seguir vieram os arcos e flechas, os dardos, a besta e a catapulta muito usados nas guerras. Foram inventadas as armas brancas, facas, punhais e espadas para os crimes mais silenciosos, o que foi uma grande abertura para o crime, e por fim a invenção que daria muito mais poder de matar e destruir, a pólvora.

 Em função da pólvora, foi se criando uma gama de tipos de armas para os exércitos e todo criminoso existente na face da Terra. Até aí dá para se entender, que só o crime teve vantagem.

Depois de se ver quanta coisa foi feita só para produzir o mal, o bem ficou a desejar. Ao se pensar no bem e no mal, é necessário compreendê-lo a partir do homem, pois, é dele que eles se emanam. Pois que a própria natureza os criou para aprender e conviver com suas próprias falhas, insegurança, medo, e, direcionados por sua índole que pode ser boa ou má, valendo para isso muito da sua educação e comportamento. Se é que seus pais também as tiveram.

Analisando as histórias de reinados, impérios e poderosos, veremos muitas maldades, muitos crimes contra o povo, lembrando ainda que a fome é má conselheira, não se justificando aproveitá-la para se praticar mais crimes. O significante é que o mal está em todo lugar e em quase tudo. Nos assassinatos, nos crimes passionais, nos políticos que se aproveitam do poder para roubar, nos ladrões em geral, nos tráficos e traficantes, na violência contra a mulher, nos estupros, na violência contra os animais, maltrato a idosos, escravidão, no terrorismo praticando crimes bárbaros por todos os tempos.

E você terá a sensação plena que de tanto ver o mal e a maldade praticadas por todos vencer, vai acreditar que o bem só vencerá o mal no dia em que o homem deixar de existir.

Há até determinados pensamentos e religiões que acreditam que para tudo deve haver um equilíbrio, o elemento chave da criação para reger o universo.
  
- Com esta pequena exposição do que o mal faz e pode fazer, fica difícil de acreditar que o bem vai um dia vencer o mal.


--Eu acredito e você?