Há setenta anos atrás acabava um
dos maiores genocídios da humanidade do século XX, a segunda guerra mundial.
O agressor denominava-se o eixo,
comandado pelo ditador alemão Adolf Hitler que sonhava dominar o mundo,
conseguindo o apoio de Benito Mussolini ditador
italiano, e tentando também a ajuda de Stalin, ditador da Rússia, o que felizmente
não conseguiu. Os Estados Unidos e outros países formaram os aliados,
que eram por ele comandados para se defender de Hitler e seus comparsas que já
dominavam muitos países. Ao ser também atacado militarmente, teve que declarar
guerra ao Japão que era um dos participantes do eixo.
Na Europa o terror imposto por
Hitler, na Ásia as atrocidades causadas pelos guerreiros de Hiroito, imperador
do Japão, foi muito desgastante para todos. Gastou-se muito dinheiro, muito
material foi destruído, e mais de cem milhões de pessoas entre militares e
civis morreram, muitos na maior miséria e humilhação.
A segregação racial era um dos
grandes pontos, pois, os que não podiam ser aproveitados nas áreas de trabalhos
forçados, eram descartados nas formas mais dolorosas que o mundo já havia visto.
Ainda os homossexuais e os deficientes físicos por não conseguirem ajudá-los,
eram dizimados em formas não menos dolorosas.
Os japoneses tiveram a
oportunidade de serem vítimas de uma experiência que assombrou o mundo, com uma
arma de grande poder de destruição. Foram avisados por Harry Truman, presidente
dos Estados Unidos, mas de acordo com a história, insistiram em continuar a
guerra, pois contavam também com uma arma terrível, os camicases, onde o guerreiro
morria junto ao ataque. Mas viram muitos dos seus desaparecerem com as duas
bombas atômicas lançadas no seu país nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.
Na Europa a guerra era acirrada,
mesmo porque os aliados conseguiram o apóio de Stalin, da Rússia, que incluiu
um grande número de homens e inclusive o Brasil foi solicitado pelos aliados e
mandou um efetivo de vinte e cinco mil homens para ajudá-los na Itália, onde o
inimigo estava bem instalado e dando muito trabalho. Os pracinhas brasileiros
ajudaram e muito para que o fim da guerra fosse mais rápido, entre outras
coisas eles criaram uma fala conhecida por todos “a cobra vai fumar” da qual
foi criado um símbolo que era colocado no braço das jaquetas das suas fardas.
No Japão já havia sido definido o
fim da guerra, na Europa seguia célere para seu final que era o que todos
esperavam e ao mesmo tempo temiam porque os alemães estavam criando armas que
até davam esperanças para Hitler no seu sonho. Mas ele já tinha perdido muitas
áreas importantes para os aliados, e com o dia “D” na Normandia e a tomada da
França pelos próprios franceses, e muitas outras frentes enfraquecendo o
exército alemão na Itália, e tomadas de outros lugares onde os alemães estavam
plantados, tiveram que bater em retirada. Na Itália os aliados já haviam até matado
Mussolini e seus comparsas. Nesse meio tempo, os aliados já estavam invadindo e,
tomando Berlin, onde num bunker, ou casamata (apelidada por toca da raposa),
estava ele, o causador de todas as desgraças de muitos. E vendo sua cidade
Berlin invadida por um lado pelos americanos, por outro os russos e sabendo da
morte de Mussolini seu pupilo, também se suicidou, aliviando a todos e deixando
o seu povo desesperado e na miséria, com os aliados ocupando tudo, russos e americanos
dividindo cientistas, pois, lá estava um celeiro deles. E um deles muito importante
em projetos de foguetes, era o criador
das “V2”, bombas voadoras, com as quais ele bombardeava a Inglaterra desde a
Alemanha, causando grandes prejuízos a ela. Este era o cientista Von Braun que
foi levado para os EUA para Penny Mundi, um dos maiores campos de experiências
do mundo, de onde depois de alguns anos o homem Von Braun viu seu foguete
alcançar a Lua.
Esses trinta anos de guerra deixaram
marcas profundas. Pessoas com problemas por causa dela, em especial os judeus, continuam procurando alemães pra fazer
justiça, pois nesta guerra, perderam filhos, parentes e amigos, e choram até
hoje. E muitos países que receberam estrangeiros fugitivos da guerra, que por
medo de serem reconhecidos, perderam
para sempre o contato com parentes.
Mas há de se convir, que esses
trinta anos de guerra deram um grande impulso na ciência, na indústria, na
medicina e na ficção científica, tão grande como nunca tinha acontecido.
Mesmo assim, vamos esperar que o
homem que gosta de repetir seus erros, não intente em repeti-los.
Seria de bom grado que quando se
recordasse a guerra o fizesse num todo. Não em detalhes como o holocausto, as
bombas no Japão ou em
Pearl Harbor pela destruição causada pelos japoneses, e as
milhares de mortes de civis, homens, mulheres e crianças, destruições de
hospitais e escolas.
Afinal todos tiveram seu ônus por
participarem de tal evento.
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