C A R N A V A L
(Nome oficial: Entrudo - tipo cristão e é
mundial.)
O carnaval, que na sua origem
trazia as festas, os bailes de máscaras iniciados na França, na sua evolução
encontrou em determinado país, um motivo muito forte para participar dele com
danças e instrumentos de percussão, com uma expressão muito forte até de seus
deuses. Isto porque a dança remonta há milênios com seus ritmos e sons
considerados em alguns casos, até sagrados.
O som, no seu início, era produzido
com cantigas, palmas e troncos de árvores ocos, batidos com as mãos. E assim se
passaram milhares de anos até quando o homem descobriu uma forma de secar e
tratar as peles dos animais que abatia, em instrumentos de muito bom som, até
se chegarem aos atabaques atuais dos centros de Umbanda e Candomblé.
Esta antiga invenção foi atraindo
a atenção de outras pessoas, que foram criando vários tipos de instrumentos de
percussão, baseados naqueles iniciais que iam sendo usados, para juntamente com
outros instrumentos, serem aperfeiçoados
para agradar o homem nos seus encontros e festas. Vale salientar também, que
até os exércitos em suas guerras, tais instrumentos eram usados nas chamadas
marchas batidas. Ao longo do tempo, para lazer do povo, estes instrumentos de
percussão (feitos de couro), aqui no Brasil foram sendo introduzidos na maior
festa brasileira, o carnaval, onde tudo depende e só se realiza com uma boa
bateria, que usa tudo que foi inventado em matéria de couro com vibração e bons
temas musicais para competir. E quando passam nos sambódromos fazem o povo
levantar e aplaudir freneticamente.
Cada região do nosso país tem
suas formas de se envolver na festa de Momo. Por exemplo, a Bahia, que promove
grandes festas carnavalescas com seus trios elétricos, tem ainda algo muito
especial conhecido no mundo todo, o Olodum, que com seu ritmo embriagador e os
seus instrumentistas, fazem apresentações espetaculares deixando os turistas e
a todos que conseguem presenciar, vibrar com eles.
Não vamos nos esquecer, que tudo
isso que acontece e vemos hoje, vem de um passado longínquo quando o homem
ainda revestia o pau oco com o couro seco de um animal, para com isso até se
comunicar, e presume-se que isso tudo teve seu começo na África.
Por outro ângulo, a história diz que o carnaval
(Entrudo), é uma festa religiosa do paganismo antigo que começou a quatro ou
cinco mil anos A.C., e já na Grécia se desfilava nas festas e orgias. O
escolhido para representar o rei, era um gordinho, que homenageava a Momo, deus
da zombaria, do sarcasmo, da pândega e está também ligado à quaresma, momento
de jejum religioso. Personagem da antiguidade, Momo era o deus do sarcasmo e do
delírio, que usava um gorro com guizos e segurava em uma das mãos uma máscara,
e na outra uma boneca. Ele vivia rindo e tirando sarro dos outros deuses, razão
pela qual foi expulso do Olimpo. No Brasil, o Rei Momo foi introduzido no Rio
de Janeiro, em 1933. No seu reinado, Momo recebe a chave da cidade e simbolicamente
a governa durante o carnaval, e para isso recebe até um salário. No início a
figura de momo era mulher, depois foi passado para o homem.
Na Bíblia Judaica, e para algumas
religiões, Momo é considerado como uma das formas do Diabo.
Atualmente, nas grandes cidades,
o que interessa para o povo é ver sua escola de samba desfilar e competindo,
vencer, estar lá no alto, recebendo as láureas, os elogios e os prêmios, (que não
são pequenos) e poder cantar o seu samba enredo e o tema de sua escola como o
melhor, na apoteose, no desfile das campeãs. É o maior prazer e a recompensa
que os componentes têm por tanto trabalho e despesas, e que se esvai em alguns
minutos.
Mas não faz mal. O ano que vem,
tem mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário