sábado, 30 de janeiro de 2016

CARNAVAL - Nome oficial: Entrudo --Tipo cristão e é mundial

C A R N A V A L
                            (Nome oficial: Entrudo - tipo cristão e é mundial.)

O carnaval, que na sua origem trazia as festas, os bailes de máscaras iniciados na França, na sua evolução encontrou em determinado país, um motivo muito forte para participar dele com danças e instrumentos de percussão, com uma expressão muito forte até de seus deuses. Isto porque a dança remonta há milênios com seus ritmos e sons considerados em alguns casos, até sagrados.

O som, no seu início, era produzido com cantigas, palmas e troncos de árvores ocos, batidos com as mãos. E assim se passaram milhares de anos até quando o homem descobriu uma forma de secar e tratar as peles dos animais que abatia, em instrumentos de muito bom som, até se chegarem aos atabaques atuais dos centros de Umbanda e Candomblé.

Esta antiga invenção foi atraindo a atenção de outras pessoas, que foram criando vários tipos de instrumentos de percussão, baseados naqueles iniciais que iam sendo usados, para juntamente com outros instrumentos,  serem aperfeiçoados para agradar o homem nos seus encontros e festas. Vale salientar também, que até os exércitos em suas guerras, tais instrumentos eram usados nas chamadas marchas batidas. Ao longo do tempo, para lazer do povo, estes instrumentos de percussão (feitos de couro), aqui no Brasil foram sendo introduzidos na maior festa brasileira, o carnaval, onde tudo depende e só se realiza com uma boa bateria, que usa tudo que foi inventado em matéria de couro com vibração e bons temas musicais para competir. E quando passam nos sambódromos fazem o povo levantar e aplaudir freneticamente.

Cada região do nosso país tem suas formas de se envolver na festa de Momo. Por exemplo, a Bahia, que promove grandes festas carnavalescas com seus trios elétricos, tem ainda algo muito especial conhecido no mundo todo, o Olodum, que com seu ritmo embriagador e os seus instrumentistas, fazem apresentações espetaculares deixando os turistas e a todos que conseguem presenciar, vibrar com eles.

Não vamos nos esquecer, que tudo isso que acontece e vemos hoje, vem de um passado longínquo quando o homem ainda revestia o pau oco com o couro seco de um animal, para com isso até se comunicar, e presume-se que isso tudo teve seu começo na África.

 Por outro ângulo, a história diz que o carnaval (Entrudo), é uma festa religiosa do paganismo antigo que começou a quatro ou cinco mil anos A.C., e já na Grécia se desfilava nas festas e orgias. O escolhido para representar o rei, era um gordinho, que homenageava a Momo, deus da zombaria, do sarcasmo, da pândega e está também ligado à quaresma, momento de jejum religioso. Personagem da antiguidade, Momo era o deus do sarcasmo e do delírio, que usava um gorro com guizos e segurava em uma das mãos uma máscara, e na outra uma boneca. Ele vivia rindo e tirando sarro dos outros deuses, razão pela qual foi expulso do Olimpo. No Brasil, o Rei Momo foi introduzido no Rio de Janeiro, em 1933. No seu reinado, Momo recebe a chave da cidade e simbolicamente a governa durante o carnaval, e para isso recebe até um salário. No início a figura de momo era mulher, depois foi passado para o homem.

Na Bíblia Judaica, e para algumas religiões, Momo é considerado como uma das formas do Diabo.

Atualmente, nas grandes cidades, o que interessa para o povo é ver sua escola de samba desfilar e competindo, vencer, estar lá no alto, recebendo as láureas, os elogios e os prêmios, (que não são pequenos) e poder cantar o seu samba enredo e o tema de sua escola como o melhor, na apoteose, no desfile das campeãs. É o maior prazer e a recompensa que os componentes têm por tanto trabalho e despesas, e que se esvai em alguns minutos.


Mas não faz mal. O ano que vem, tem mais.

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