domingo, 2 de abril de 2017

A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Pequeno relato de uma história ensinada nas escolas.

A revolução de 1932 ou Guerra Paulista, foi um movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo entre os meses de julho e outubro de 1932, e que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.
Atualmente, o dia 9 de julho que marca o início da Revolução 1932 é a data cívica mais importante do Estado de São Paulo e é feriado estadual, sendo considerado o maior movimento cívico da sua história. Foram oitenta e sete dias de combate (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932), com um saldo de novecentos e trinta e quatro mortos. Há quem diga que foram mais de dois mil mortos. Do lado das tropas federais nada se sabe.

No dia 23 de maio é comemorado em São Paulo, o dia do Soldado Constitucionalista.

O assassinato a tiros de quatro jovens foi o estopim da revolta, e estes se tornaram heróis da revolução, sendo conhecidos em São Paulo como MMDC, as iniciais de seus nomes (Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo). Alistaram-se para tais combates, cerca de duzentos mil voluntários e foram usados infantaria, cavalaria e até aviões nos combates. Houve muito apoio e outro tanto de traições que culminaram com a rendição dos paulistas. O movimento estendeu-se até 2 de outubro de 1932 quando os paulistas foram derrotados militarmente.

Após o maior conflito militar da história brasileira do século XX, foi promulgado a Constituição.

A cidade de Cruzeiro onde se deu a assinatura do armistício, cessação da Revolução em 2 de outubro de 1932 recebeu o honroso título honorífico de “Capital da Revolução Constitucionalista de 1932”.

O Exército Constitucionalista ainda existe e é presidido por veteranos de 1932.



Antonio Graciano de Toledo – Quitaúna, 1932

Escrevo este pequeno relato conhecido por todos, por que me lembro de algumas histórias contadas por um irmão da minha mãe enquanto ainda eu era criança, pois, que ele foi um soldado constitucionalista. Ele era da cavalaria e cumpria seu dever cívico de brasileiro servindo no Regimento de Quitaúna - SP, e por esta razão, solicitado em muitas frentes para abrir brechas no meio dos inimigos para que os da infantaria conseguissem avançar. Era, conseqüentemente, o primeiro a sentir a morte rondando.

Mas ele, muito bom nas histórias, contava coisas até humorísticas daqueles momentos em que o pior estava por acontecer para ele e seus amigos de farda, e também os momentos difíceis entre feridos e aqueles que perdiam a vida tentando sustentar uma posição estratégica.

Nas minhas lembranças, um homem alto, com um vozeirão que não se cansava de estar sempre agradando a todos, e todos o adoravam.


Seu nome Antonio Graciano de Toledo, um saudoso tio do qual tenho boas lembranças.

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