Pequeno relato de uma história ensinada nas escolas.
A revolução de 1932 ou Guerra
Paulista, foi um movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo entre os
meses de julho e outubro de 1932, e que tinha por objetivo a derrubada do
Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição
para o Brasil.
Atualmente, o dia 9 de julho que
marca o início da Revolução 1932 é a data cívica mais importante do Estado de
São Paulo e é feriado estadual, sendo considerado o maior movimento cívico da
sua história. Foram oitenta e sete dias de combate (de 9 de julho a 4 de
outubro de 1932), com um saldo de novecentos e trinta e quatro mortos. Há quem
diga que foram mais de dois mil mortos. Do lado das tropas federais nada se
sabe.
No dia 23 de maio é comemorado em São Paulo , o dia do
Soldado Constitucionalista.
O assassinato a tiros de quatro jovens foi o estopim da revolta, e estes se tornaram heróis da revolução, sendo
conhecidos em São Paulo
como MMDC, as iniciais de seus nomes (Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo). Alistaram-se para tais combates, cerca
de duzentos mil voluntários e foram usados infantaria, cavalaria e até aviões
nos combates. Houve muito apoio e outro tanto de traições que culminaram com a
rendição dos paulistas. O movimento estendeu-se até 2 de outubro de 1932 quando
os paulistas foram derrotados militarmente.
Após o maior conflito militar da
história brasileira do século XX, foi promulgado a Constituição.
A cidade de Cruzeiro onde se deu
a assinatura do armistício, cessação da Revolução em 2 de outubro de 1932
recebeu o honroso título honorífico de “Capital da Revolução Constitucionalista
de 1932” .
O Exército Constitucionalista
ainda existe e é presidido por veteranos de 1932.
Antonio Graciano de Toledo – Quitaúna, 1932
Escrevo este pequeno relato
conhecido por todos, por que me lembro de algumas histórias contadas por um
irmão da minha mãe enquanto ainda eu era criança, pois, que ele foi um soldado
constitucionalista. Ele era da cavalaria e cumpria seu dever cívico de
brasileiro servindo no Regimento de Quitaúna - SP, e por esta razão, solicitado
em muitas frentes para abrir brechas no meio dos inimigos para que os da
infantaria conseguissem avançar. Era, conseqüentemente, o primeiro a sentir a
morte rondando.
Mas ele, muito bom nas histórias,
contava coisas até humorísticas daqueles momentos em que o pior estava por
acontecer para ele e seus amigos de farda, e também os momentos difíceis entre
feridos e aqueles que perdiam a vida tentando sustentar uma posição
estratégica.
Nas minhas lembranças, um homem
alto, com um vozeirão que não se cansava de estar sempre agradando a todos, e
todos o adoravam.
Seu nome Antonio Graciano de
Toledo, um saudoso tio do qual tenho boas lembranças.

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