Antigamente nesse período ainda
me lembro bem como se respeitava a Quaresma, principalmente na sua última semana que era
para todos o ponto máximo, pois, é a semana em que a igreja católica
simbolicamente revive a morte de Jesus Cristo na sexta feira, que era ou é denominada Sexta Feira Maior e que até hoje é
considerado um dia santo de guarda (feriado nacional).
De acordo com a religião católica
era proibido comer carne vermelha, e aconselhava-se fazer jejum. Os homens em
respeito não cortavam a barba e alguns, durante a Quaresma, às quartas e sextas
feiras não tomavam nem banho. Os trens não apitavam, as emissoras de rádio não
funcionavam, homens e mulheres passavam o dia todo rezando o terço, pois nesse
tempo o catolicismo predominava em todo o país.
O ritual da sexta feira santa
ainda é o mesmo, com as procissões com seus andores e as suas cores usadas para
seu cumprimento, as missas em que os padres sempre lembram a todos a história
daquele que morreu na cruz dizendo que com o ato de sua morte estaria salvando
os homens de seus pecados. Nas procissões, a maioria das mulheres levava sempre
um rosário nas mãos e um véu na cabeça e todos os homens e mulheres cantavam
juntamente com os padres normalmente acompanhados por uma banda. E durante
essas procissões seus filhos já iam aprendendo a seguir a crença de seus pais.
Sempre foi muito forte a
comemoração e o respeito durante a semana em que se comemorava a morte de Jesus,
pois já na quinta feira, bancos, comércio e repartições públicas paravam de
trabalhar só voltando à normalidade no sábado de Aleluia, quando se matava o
Judas, apóstolo que traiu Jesus e que era representado por um boneco. E a sua
malhação para a criançada sempre era uma farra.
E com a ressurreição de Jesus no
terceiro dia, domingo de Páscoa, a quaresma estava terminada.
Essa história é um pouco da
tradição e de tudo aquilo que acontecia e ainda acontece em muitos lugares para
os que são adeptos do catolicismo.
Resta agora desejarmos uma feliz Páscoa
para todos.
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