quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O FIM AINDA NÃO É O FIM

             

O ano, como não tem como, já está se afunilando para chegar ao seu grand finale, mas infelizmente, muito longe para termos o que comemorar ou festejar, pois continuamos com os mesmos problemas que tínhamos quando do seu início.

O brasileiro, com tristeza, continua vendo quadrilhas e mais quadrilhas de gângsteres, bandidos, criminosos políticos e seus asseclas sendo levados presos. E incrível, só de um estado foram presos três ex governadores, sendo que um deles com seus direitos políticos cassados.

Isto visto de fora é calamitoso e esta última leva de prisões está sendo chamada de C’ est fini (é o fim). Quase que uma ironia, pois todos nós sabemos que isto ainda vai continuar por muito tempo, uma vez que a impunidade já se tornou crônica. É tão grande a afronta à honra e à honestidade, e a desfaçatez está tão presente que parece que já não constrange mais a ninguém, ficando dessa triste história apenas os prejuízos para a nação que certamente, como sempre, o povo, o trabalhador terá que pagar.

A economia do Brasil está sofrendo e vai sofrer ainda por muito tempo as conseqüências das más administrações. Os maus políticos e os reflexos de suas ações estamos vendo pelos noticiários que nos mostram todos os dias os problemas que os estados e seus municípios vem enfrentando. O estado precário em que se encontram a saúde e a educação, a pobreza e a miséria pelas quais está passando o brasileiro quando já se sabe que se tem falta de tudo, e a resposta que ele encontra das instituições é que não há verba, porque as mesmas foram surrupiadas, e que é urgente que as autoridades façam tais políticos devolverem tais verbas para os cofres públicos onde é o seu lugar.

Feliz quem ainda tem emprego e vai receber o décimo terceiro podendo pagar contas. E a sobra, o comércio está contando com ela para sair um pouco do sufoco.

Há um lugar que parece convencer a todos que as coisas vão bem, a rua vinte e cinco de março. Mas devemos lembrar que uma boa parcela dos compradores o faz para revender sonhando em ganhar algum trocado, e lembrando ainda que muitas das lojas da referida rua são visadas pelo contrabando e sonegação de impostos.

O foco do governo agora é a previdência e o foro privilegiado, e isso rolará até o fim do ano. Mas e as outras coisas como desemprego, segurança e educação? E a saúde completamente desbaratada faltando tudo desde os remédios mais básicos? A preocupação é geral e as necessidades são muitas.

Mesmo assim não está tudo perdido. O nosso Brasil continua andando, pois que o homem na maior parte de sua vida vive de esperança.

Então vamos ter fé e aguardar para que tenhamos ainda esse ano, quem sabe, grandes e boas surpresas.                                 


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