A crença sempre foi a coisa mais
presente no homem, pois era ela que lhe dava força e coragem para que ele
conseguisse superar seus medos e suas incertezas.
Sempre o ser humano imaginou que
havia um alguém, uma entidade criadora de tudo e isto fez com que os homens se reunissem
ao redor dessa entidade, porque ele próprio, de alguma forma, foi quem recebeu
de seu criador uma inteligência para poder saber discernir sobre tudo que o
rodeava aqui e no universo tão poderoso, mas parecendo não ter limites, apesar
de já quase dominar tudo.
Porém não vamos exagerar. Na
realidade, apesar de todos os avanços da ciência e tecnologia abrindo e
desvendando muitos e grandes mistérios, registra-se que tudo isso que foi
aprendido até agora, ainda não passa de cinco por cento, ou seja, falta quase
tudo para ser aprendido e desvendado.
Mas o certo é que o homem sempre
continuará sua caminhada para o conhecimento, para o futuro.
A maioria dos homens, apesar da
raça humana já existir a milhares e milhares de anos, não deixa de incluir nos seus dias os deuses,
ou um deus, pois que uma de suas energias mais profunda é a fé, a esperança que
faz com que eles acreditem que podem
vencer qualquer obstáculo que surgir na sua vida, adicionando a esta sua força
natural uma entidade, um deus, achando que ele vai reforçar a sua fé e a sua
esperança.
E isso é tão verdade que aqueles
que acreditam num deus fazem com que o seu deus passe a fazer parte da sua fé,
utilizando-se de frases onde atribuem a esse deus tudo de bom que acontece,
aconteceu ou acontecerá na vida de cada um. Assim frases como se deus quiser,
que deus o acompanhe, deus te proteja, deus lhe pague, se deus quiser vai ficar
bom, deus o curou, deus me livre, deus não nos deixa faltar nada, deus vai me
proteger, deus vai castigá-lo, está nas mãos de deus, e por aí vai, já fazem
parte do vocabulário cotidiano de todos nós.
De qual forma classificar tudo
isto? Ou será que é simplesmente uma fala sem sentido, uma tradição.
Deus para os cristãos começou a
partir do Eu Sou, com Moisés cinco séculos a.C., o qual mais tarde viria a ser o Yahweh dos judeus.
Para os Indianos são muitos os deuses, a partir de Krishina. o deus do amor. No
Budismo, os exemplos baseados na vida de um homem chamado Sidarta Gautama, que
com sua filosofia de vida se tornou para seu povo o Buda, o “Iluminado”, e muitos
outros que conseguiram fazer suas histórias se tornarem crenças ou religiões no
seu devido tempo e enquanto as civilizações tateavam procurando conhecimentos e
caminhos para sua sobrevivência.
Acredita-se que as seitas e
religiões começaram no Egito antigo com seus vários deuses. Continuamos a história
do mundo e das religiões, passando pelo Zoroastrismo com seus deuses do bem e
do mal, o Hinduísmo que começa pela deusa Ganges que tem como crença seu nome e
espírito ligados a um rio, além de outros milhares de deuses representados até
por animais. Os muitos e conhecidos deuses e deusas dos gregos e romanos, os
adorados na Mesopotâmia de onde nasceram muitas crenças e deuses que datam de mais de três mil e quinhentos anos antes de Cristo, e que são registrados no livro Mahabarat
considerado sagrado, os Vedas escritos também a mais de três mil e quinhentos
anos.
Mas é provável que povos
anteriores a estes e ainda não pesquisados, ou quem sabe desconhecidos pela
ciência e historiadores, já tinham tido seus deuses e religiões.
Entram também nesses conceitos,
as filosofias e as seitas dissidentes como o Protestantismo que deu origem a
muitas igrejas evangélicas e seus adeptos os chamados crentes, que apesar da dissidência utilizam o mesmo
livro do cristianismo como aprendizado, o espiritismo que tem como ensinamentos
os livros escritos por Allan Kardec, chamado de o decodificador, as crenças e
deuses dos silvícolas se incluindo aí também os antigos Xamãs com seus poderes
e que são considerados os primeiros médicos da humanidade, sem nos esquecermos dos ateus que dizem ignorar todo e qualquer tipo
de deus.
Para simplificar, pesquisas dizem
haver mais de dez mil religiões no mundo, religiões que se tornaram empresas
profissionais que exploram a coisa mais sensível do homem, a fé, e que por esta
razão se tornam muito rentáveis, pois quase todo homem é um crente, o que faz
com que algumas dessas seitas e religiões, com o passar do tempo, detenham
grandes riquezas possuindo impérios imobiliários, que são mantidos pelo dízimo
dos seus adeptos.
E eles realmente existem.