Desde a descoberta do
Brasil suas matas já eram visitadas por ladrões de madeiras, invasores de muitos
países. Tais “visitas” eram efetuadas por várias razões, sendo uma delas a
fabricação de tintas.
Quando isso veio à tona,
“esse comércio ou roubo” já era muito antigo. O mundo todo sabia e quem podia
tirava também sua lasquinha. E isso durou até quando os portugueses assumiram
junto ao Papa a qualidade de donos.
No começo até
titubearam em dar nome a sua nova propriedade, mas concluíram que aquelas
terras já eram conhecidas por um tipo de madeira de nome pau brasil muito
cobiçada pelos “piratas” ou ladrões de madeiras, os “madeireiros” da época.
E assim nasceu um
grande país com muitas riquezas ainda a serem exploradas, pois que os índios,
de quem suas terras foram tomadas, na sua ingenuidade, desconheciam o valor de
tais riquezas.
E assim a Pindorama,
seu país, sua casa, tudo que era deles, virou a página de suas vidas e passou a
ser propriedade da coroa portuguesa.
E destes valorosos índios,
que na época eram alguns milhões, e que não se sabe exatamente por quanto tempo
estiveram a tomar conta vigiando a fauna, a ecologia e o meio ambiente da saudosa
Pindorama, restam apenas uns trezentos mil ainda lutando para sobreviver e
sonhando que alguém possa reconhecer que ele ainda é o verdadeiro dono da sua
própria casa.
A história é capaz de
dizer infelizmente que isso tudo é passado. O tempo passou e o livro da
história do Brasil, agora, depois de muitos registros bons e maus, conta hoje
com muito mais gente que veio de todo mundo para colaborar e usufruir das
terras e das riquezas deste país, um país que por todas as suas riquezas deveria
ser um país de primeiro mundo, um sonho antigo, mas que ainda está longe de
acontecer.
Falando em histórias
nossas, acredito que alguém ainda se lembra
deste nome, “Joan Eliasch, presidente da fábrica de artigos esportivos Head,
que também é banqueiro e produtor de filmes” Ele é apontado como o maior comprador
de terras amazônicas, pois em 2005 ele comprou 400.000 acres em florestas
amazônicas no Brasil, uma área maior do que a cidade São Paulo, dito por ele no
Fantástico da Rede Globo em 01/06/ 2.008, alegando que fez tal compra pois gostava das terras do
Brasil e queria conservar as florestas.
Isto não é história. Resta
saber a quantas andam tais conversas, e o mundo vem revelando estar “preocupado
com o pouco que resta da Amazônia agora que se sabe das riquezas que ela tem em
seu sub solo”.
Todo mundo quer ajudar,
ter as mãos grudadas pelo menos numa raiz para quando chegar a hora ter o seu
quinhão. São tantos os interesses nessa já diminuta floresta amazônica, que até
o Papa abriu o seu Sínodo para discutir sobre tal assunto, e acreditem a
preocupação não é com o mundo onde ele tem suas propriedades, a preocupação
dele e da sua igreja, é com a Amazônia já tão surrada com desmatamentos, que
agora andam a passos largos com incêndios, até chegando a ser comentado pelo
presidente como sendo provocados por atos criminosos causados em virtude do
corte de verbas das centenas de ONGs e igrejas grudadas a muito nas tetas do
governo. E agora?
É de se imaginar que
ainda não está tudo perdido e que o atual governo veja a necessidade de por
ordem na casa e expulse para o bem de todos, essa gleba de inúteis desse templo
que é a Amazônia.
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