As notícias repetitivas dos maus
acontecimentos têm de aparecer mesmo que sejam apenas pelos noticiários.
É a voz das vítimas pedindo
socorro para que as autoridades responsáveis pela segurança tão necessária
façam alguma coisa. É muita angustia e medo por que passa o brasileiro.
É certo que hoje existe uma crise
econômica desestabilizando uma maioria que vem passando por um arrocho por que
nunca passaram, e a esperança destes é que os políticos e governantes estejam
trabalhando para contornar o problema que os aflige. Mais uma vez são
decepcionados, pois nossos representantes na sua grande maioria estão sendo
acionados pela lei por corrupção, julgados e/ou presos por receberem propinas e
mesmo roubarem os cofres públicos. O restante, não menos irresponsável, não
quer largar o osso, o que é chocante.
Mas isto, se o brasileiro quiser
pode ter um fim. Por isso o nosso país está quase no fundo do poço e um grande
número de empresas fechou suas portas e as indústrias diminuíram
assustadoramente seus quadros de funcionários. O resultado são treze milhões e
setecentos mil desempregados que deixam de receber salário.
Conseqüentemente, o problema com as
necessidades mais prementes como a sobrevivência de seus familiares e também pagar
o aluguel e contas primárias de transporte, de escolas fundamentais para que o
homem possa estar na sociedade e se integre a ela. Abaixo da linha da pobreza,
as pesquisas mostram que já são mais de quatro milhões.
É preciso sempre estar lembrando
essas coisas tristes para aqueles que felizmente não estão sentindo ou passando
por essa situação, pois em pleno século XXI, com todo o progresso e tecnologia
que o homem já domina ainda existe tal discrepância.
É claro que nem todos conseguem
um lugar ao sol como desejam, mas convenhamos o desnível é muito grande. É
fácil dizer que a culpa é da crise, mas há um detalhe. No Brasil ela foi
acelerada pelos políticos desonestos eleitos pelo voto do povo que prefere usar
seu tempo lotando as arenas para ver seus times e ídolos jogarem futebol,
esquecendo-se de dar uma olhada na política, nos seus “representantes”, nas
câmaras de deputados e senadores para ver o que eles estão tramando contra ou a
favor de seus representados e se estão mesmo cumprindo suas promessas de
campanha. Se isso for feito, se conseguirmos dar uma pequena olhada poderá ser
visto o estado em que se encontra a saúde, os seus hospitais a educação e a
segurança.
São essas necessidades básicas que
determinam a instabilidade do país e fazem com que sem elas aumente o
banditismo, roubos, assaltos, o tráfego
de drogas e armas tornando-os verdadeiras potências no poder aquisitivo e que chegam
a inspirar muitos que estão na pior a entrar no crime. É lamentável.
O incrível é que nesse momento
tão difícil aparecem alguns desavisados dizendo que a crise é uma boa hora para
se exercitar a criatividade que poderá até valorizar mais as pessoas. E como diz
o ditado “é melhor ouvir certas coisas do que ser surdo”.
Para melhor compreensão, resta ver
as grandes cidades sendo transformadas em verdadeiros mercados persas, com vendedores
ambulantes, camelôs com toda espécie de bugigangas numa miscelânea nas calçadas
e ruas onde você encontra de vendedor de chupetas a ladrões distribuindo produtos
piratas e contrabando faturando horrores, além de uma grande leva de traficantes.
Tudo fora da lei, onde ninguém paga nada, principalmente impostos.
E ficamos a pensar. E as
autoridades onde estarão? Bem, é só uma pergunta.
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