domingo, 10 de dezembro de 2017

CRISE



As notícias repetitivas dos maus acontecimentos têm de aparecer mesmo que sejam apenas pelos noticiários.

É a voz das vítimas pedindo socorro para que as autoridades responsáveis pela segurança tão necessária façam alguma coisa. É muita angustia e medo por que passa o brasileiro.

É certo que hoje existe uma crise econômica desestabilizando uma maioria que vem passando por um arrocho por que nunca passaram, e a esperança destes é que os políticos e governantes estejam trabalhando para contornar o problema que os aflige. Mais uma vez são decepcionados, pois nossos representantes na sua grande maioria estão sendo acionados pela lei por corrupção, julgados e/ou presos por receberem propinas e mesmo roubarem os cofres públicos. O restante, não menos irresponsável, não quer largar o osso, o que é chocante.

Mas isto, se o brasileiro quiser pode ter um fim. Por isso o nosso país está quase no fundo do poço e um grande número de empresas fechou suas portas e as indústrias diminuíram assustadoramente seus quadros de funcionários. O resultado são treze milhões e setecentos mil desempregados que deixam de receber salário.

Conseqüentemente, o problema com as necessidades mais prementes como a sobrevivência de seus familiares e também pagar o aluguel e contas primárias de transporte, de escolas fundamentais para que o homem possa estar na sociedade e se integre a ela. Abaixo da linha da pobreza, as pesquisas mostram que já são mais de quatro milhões.

É preciso sempre estar lembrando essas coisas tristes para aqueles que felizmente não estão sentindo ou passando por essa situação, pois em pleno século XXI, com todo o progresso e tecnologia que o homem já domina ainda existe tal discrepância.

É claro que nem todos conseguem um lugar ao sol como desejam, mas convenhamos o desnível é muito grande. É fácil dizer que a culpa é da crise, mas há um detalhe. No Brasil ela foi acelerada pelos políticos desonestos eleitos pelo voto do povo que prefere usar seu tempo lotando as arenas para ver seus times e ídolos jogarem futebol, esquecendo-se de dar uma olhada na política, nos seus “representantes”, nas câmaras de deputados e senadores para ver o que eles estão tramando contra ou a favor de seus representados e se estão mesmo cumprindo suas promessas de campanha. Se isso for feito, se conseguirmos dar uma pequena olhada poderá ser visto o estado em que se encontra a saúde, os seus hospitais a educação e a segurança.

São essas necessidades básicas que determinam a instabilidade do país e fazem com que sem elas aumente o banditismo, roubos, assaltos, o  tráfego de drogas e armas tornando-os verdadeiras potências no poder aquisitivo e que chegam a inspirar muitos que estão na pior a entrar no crime. É lamentável.

O incrível é que nesse momento tão difícil aparecem alguns desavisados dizendo que a crise é uma boa hora para se exercitar a criatividade que poderá até valorizar mais as pessoas. E como diz o ditado “é melhor ouvir certas coisas do que ser surdo”.

Para melhor compreensão, resta ver as grandes cidades sendo transformadas em verdadeiros mercados persas, com vendedores ambulantes, camelôs com toda espécie de bugigangas numa miscelânea nas calçadas e ruas onde você encontra de vendedor de chupetas a ladrões distribuindo produtos piratas e contrabando faturando horrores, além de uma grande leva de traficantes. Tudo fora da lei, onde ninguém paga nada, principalmente impostos.

E ficamos a pensar. E as autoridades onde estarão? Bem, é só uma pergunta.                           


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