Uns poucos brasileiros
privilegiados e turistas vindos de todas as partes do mundo preparam-se para a
grande festa da virada com a chegada do ano novo, especialmente em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e outras grandes
cidades que terão três dias de shows com os melhores artistas e queima de fogos,
que só no Rio terão dezessete minutos de som e muitas toneladas de pólvora
queimada com muita beleza e cores para alegrar e divertir aqueles que tiveram a
felicidade de poderem pagar e estar presente.
E nessa hora ao som dos fogos e a
visão quase que fantástica que eles provocam em todos, num momento de grande
felicidade, torna-se impossível a qualquer um lembrar que milhões de outros
brasileiros, ao contrário, estão na miséria não tendo nem o que comer. Outros
milhões estão na rua da amargura, desempregados, e sem qualquer expectativa,
hoje e quase com certeza em 2018 também.
E não para por aí, pois em alguns
dias vem o carnaval onde teremos mais quatro ou cinco dias quando o povo, que
pode participar, se entrega de corpo e alma a Momo. E são festas que só
interessam para alguns, assim como o futebol minado pela corrupção não trazendo
nenhum benefício ou retorno para o estado e ainda provocando desordens e até
crimes.
E o que não dá para entender é a
falta de atitude das autoridades que para facilitar o crime soltam criminosos
aos milhares para “também participarem das festas”, tornando a vida do cidadão contribuinte mais
insegura que já é.
O propósito dessa matéria não é
só criticar. É lembrar que as festas são boas quando está tudo bem para todos.
E que se divida um pouco desse dinheiro gasto levando comida para os milhares
que estão passando fome, o que é muito triste.
É necessário dizer que quando
falamos destas super festas que até servem de propaganda para o país, não dá
para esquecer que uma boa parcela deste povo por suas necessidades já não tem força
e nem voz para comemorar nada,
exatamente nada.
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