quarta-feira, 1 de agosto de 2018

EXTREMOS DA EXISTÊNCIA DO HOMEM




Para quem viveu o Brasil dos anos quarenta aos anos sessenta sabe que eles foram considerados o limite da tranqüilidade no imaginário do povo que ainda sobrevivia da agricultura.  O transporte era na sua maioria sobre trilhos, e apesar de pouco, conseguia suprir as necessidades do país.

O brasileiro apesar de ser o mesmo de hoje era mais tranqüilo, sem correrias ou expectativas e se sentia mais seguro e sem medo.

De repente o mundo começou a sentir o progresso impulsionando a tudo e a todos os elevando a um novo patamar. Com o comércio e a indústria alavancando sua supremacia, o Brasil se aproveitou, tomou carona mesmo que muito devagar, e  conseguiu acompanhar o que ia acontecendo. Felizmente.

Para assegurar o futuro da humanidade a ciência deu passos largos colocando o homem no que é hoje, criando tudo que pode ser considerado bom e com um conforto até inimaginável em todos os sentidos.

Nada foi acrescentado ao que a Criação nos ofereceu, apenas, com sua inteligência, o homem manipulou tudo que já existia para que usufruíssemos o melhor do que a natureza sempre nos ofereceu.

Assim, como em um projeto, o homem foi criando e inventando coisas que pudessem ajudá-lo na sua jornada e com o tempo criou e inventou coisas fantásticas que abriram portas levando-o a entender até aos mistérios da Criação. Muitas dessas invenções o ajudaram principalmente na sua sobrevivência, o que era fundamental para sua existência no planeta.

Aprenderam tanto, até chegarem à sua grande descoberta, o átomo e como dividi-lo, a janela que nos levou a adentrar ao mistério da Criação, que nos ajudou e ajuda a decifrar muitos segredos principalmente os da energia razão da explicação de quase tudo, e que cientificamente é a fonte de tudo que é o universo.

Já neste estágio, podendo manipular e fazer uso da energia, o homem foi aperfeiçoando os mais diversos e complexos aparelhos adaptando-os às suas necessidades, como seu uso para a medicina, o uso doméstico, a iluminação, armas e viagens espaciais, comunicações, radares e satélites encurtando as distâncias no mundo e no espaço, e para a telefonia, os celulares onde o usuário fala e vê  a qualquer distância com um aparelho que se leva no bolso.

Mas tudo isso também criou uma pressão sobre o homem fazendo com que ele  acelerasse, pois tudo parece estar passando tão rápido que uma boa parte da humanidade não consegue acompanhar seu ritmo.  Mesmo com todo avanço percebe-se que o homem, em si melhorou muito pouco. É só observarmos os noticiários.

Talvez pela grande quantidade de humanos já existentes as necessidades aumentaram o que o está obrigando a retornar a uma prática das mais antigas, a imigração. Porém agora ela não objetiva ir para algum lugar onde não houvesse praticamente ninguém, que fosse produtivo, e com muita água, que era algo fundamental para a sobrevivência.

 Essa aventura hoje é uma jornada feita às cegas para encontrar um lugar onde eles possam ser recebidos com suas famílias, e que preencha todas as suas necessidades, o que já está se tornando difícil e até compreensível, pois que o mundo está mais uma vez passando por uma crise que pode impedir um país a praticar uma boa ação, pois este problema há algum tempo já atinge a todos.

É necessário que os países poderosos tomem alguma atitude e estendam a mão para esses imigrantes do século XXI que buscam por uma ajuda e não fechem suas portas, pois que a Terra, por princípio, é de todos, não de alguns.   


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