Para quem viveu o Brasil dos anos
quarenta aos anos sessenta sabe que eles foram considerados o limite da
tranqüilidade no imaginário do povo que ainda sobrevivia da agricultura. O transporte era na sua maioria sobre
trilhos, e apesar de pouco, conseguia suprir as necessidades do país.
O brasileiro apesar de ser o
mesmo de hoje era mais tranqüilo, sem correrias ou expectativas e se sentia
mais seguro e sem medo.
De repente o mundo começou a
sentir o progresso impulsionando a tudo e a todos os elevando a um novo
patamar. Com o comércio e a indústria alavancando sua supremacia, o Brasil se
aproveitou, tomou carona mesmo que muito devagar, e conseguiu acompanhar o que ia acontecendo.
Felizmente.
Para assegurar o futuro da
humanidade a ciência deu passos largos colocando o homem no que é hoje, criando
tudo que pode ser considerado bom e com um conforto até inimaginável em todos
os sentidos.
Nada foi acrescentado ao que a
Criação nos ofereceu, apenas, com sua inteligência, o homem manipulou tudo que
já existia para que usufruíssemos o melhor do que a natureza sempre nos
ofereceu.
Assim, como em um projeto, o
homem foi criando e inventando coisas que pudessem ajudá-lo na sua jornada e
com o tempo criou e inventou coisas fantásticas que abriram portas levando-o a
entender até aos mistérios da Criação. Muitas dessas invenções o ajudaram
principalmente na sua sobrevivência, o que era fundamental para sua existência
no planeta.
Aprenderam tanto, até chegarem à
sua grande descoberta, o átomo e como dividi-lo, a janela que nos levou a
adentrar ao mistério da Criação, que nos ajudou e ajuda a decifrar muitos
segredos principalmente os da energia razão da explicação de quase tudo, e que
cientificamente é a fonte de tudo que é o universo.
Já neste estágio, podendo
manipular e fazer uso da energia, o homem foi aperfeiçoando os mais diversos e
complexos aparelhos adaptando-os às suas necessidades, como seu uso para a
medicina, o uso doméstico, a iluminação, armas e viagens espaciais,
comunicações, radares e satélites encurtando as distâncias no mundo e no
espaço, e para a telefonia, os celulares onde o usuário fala e vê a qualquer distância com um aparelho que se
leva no bolso.
Mas tudo isso também criou uma
pressão sobre o homem fazendo com que ele
acelerasse, pois tudo parece estar passando tão rápido que uma boa parte
da humanidade não consegue acompanhar seu ritmo. Mesmo com todo avanço percebe-se que o homem,
em si melhorou muito pouco. É só observarmos os noticiários.
Talvez pela grande quantidade de
humanos já existentes as necessidades aumentaram o que o está obrigando a
retornar a uma prática das mais antigas, a imigração. Porém agora ela não
objetiva ir para algum lugar onde não houvesse praticamente ninguém, que fosse
produtivo, e com muita água, que era algo fundamental para a sobrevivência.
Essa aventura hoje é uma jornada feita às
cegas para encontrar um lugar onde eles possam ser recebidos com suas famílias,
e que preencha todas as suas necessidades, o que já está se tornando difícil e
até compreensível, pois que o mundo está mais uma vez passando por uma crise
que pode impedir um país a praticar uma boa ação, pois este problema há algum
tempo já atinge a todos.
É necessário que os países
poderosos tomem alguma atitude e estendam a mão para esses imigrantes do século
XXI que buscam por uma ajuda e não fechem suas portas, pois que a Terra, por
princípio, é de todos, não de alguns.
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