A partir da
inteligência o ser humano teve a oportunidade de conhecer e compreender que era
apenas mais um componente dentre muitos outros ocupando um espaço no planeta, e
que também deriva da grande massa do universo e obedece, como todos, a uma ordem
natural, pois tudo e todos vieram do mesmo princípio ou começo.
Sistematicamente a inteligência
imprimiu sempre mais a necessidade dos conhecimentos, mais avanços alargando e
acelerando os passos do progresso e com isso dando mais conforto ao homem.
Junto à
ordem natural que direciona e orienta o homem, ela inclui um conhecimento ou
experiência que tende sempre a ajudá-lo como um prognóstico até futurístico que
é conhecido como lógica e que não deve nunca ser interpretado ou reconhecida como
científico, sendo apenas um paralelo a comprovações, mas com certeza todo ser
humano a leva dentro de si usando-a normalmente no seu dia-a-dia, muitas vezes
nem percebendo, pois esta qualidade, esta experiência ou necessidade está ou se
localiza entre o ser ou não ser, ou seja, uma segunda opinião.
Toda e
qualquer atitude ou necessidade humana é importante porque elas, de acordo com
a lógica, pode ser uma das formas de se condicionar os meios para sua
sobrevivência.
O ser humano
desde o inicio vem criando fórmulas para conduzir e orientar seus povos, suas
comunidades. Suas sociedades foram tantas que seria impossível nominá-las, mas
grande parte delas teria sido com o tempo desprezada por atingirem suas
inviabilidades, mas outro tanto delas permaneceram e permanecem firmes nas suas
tradições, autorizando os seus princípios e usos, muitas vezes como pretensos
regulamentos ou leis para assegurar a ordem, a moral e até a vida.
No decorrer
do tempo, muitos homens baseando-se nos seus discernimentos e dando vazão a seus
instintos e psique em algumas ocasiões doentias, esquecendo-se que o direito de
um termina onde começa o do outro, imaginando-se incomuns e superiores a seus
semelhantes achavam-se e ainda se acham no direito de criarem fórmulas,
condições e parâmetros para o seu povo e sociedade obedecerem e seguirem como
norma de vida.
E de se
entender que não existia nada que os autorizasse a agirem dessa maneira, mas
descobriam os meios para conseguir dominar os outros e o mais incrível é que
conseguiam, e todos passavam a seguir e obedecer tais normas, tais princípios, e
essas exigências costumes foram assumindo paulatinamente todo o globo terrestre, alguns se impondo como melhores que os outros, e estes outros que eram e sempre
foram a maioria aceitavam e cumpriam mandos e desmandos, regras e leis e esta
obediência chegou às raias do absurdo a partir de quando esses que obedeciam ou
se enquadravam num segundo plano esqueceram ou ignoraram que frente à
criação e à natureza somos todos iguais, ou pelo menos deveríamos ser.
Isto que
pela lógica não deveria ser a realidade da vida humana, tornou-se um vicio
para comandantes e comandados, como o pássaro que passa um tempo na gaiola e
por desconhecer a liberdade se recusa a deixar a prisão.