segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

RAÇAS ORIGEM OU PROCEDÊNCIA



A partir da inteligência o ser humano teve a oportunidade de conhecer e compreender que era apenas mais um componente dentre muitos outros ocupando um espaço no planeta, e que também deriva da grande massa do universo e obedece, como todos, a uma ordem natural, pois tudo e todos vieram do mesmo princípio ou começo.                                                   

Sistematicamente a inteligência imprimiu sempre mais a necessidade dos conhecimentos, mais avanços alargando e acelerando os passos do progresso e com isso dando mais conforto ao homem.

Junto à ordem natural que direciona e orienta o homem, ela inclui um conhecimento ou experiência que tende sempre a ajudá-lo como um prognóstico até futurístico que é conhecido como lógica e que não deve nunca ser interpretado ou reconhecida como científico, sendo apenas um paralelo a comprovações, mas com certeza todo ser humano a leva dentro de si usando-a normalmente no seu dia-a-dia, muitas vezes nem percebendo, pois esta qualidade, esta experiência ou necessidade está ou se localiza entre o ser ou não ser, ou seja, uma segunda opinião.

Toda e qualquer atitude ou necessidade humana é importante porque elas, de acordo com a lógica, pode ser uma das formas de se condicionar os meios para sua sobrevivência.

O ser humano desde o inicio vem criando fórmulas para conduzir e orientar seus povos, suas comunidades. Suas sociedades foram tantas que seria impossível nominá-las, mas grande parte delas teria sido com o tempo desprezada por atingirem suas inviabilidades, mas outro tanto delas permaneceram e permanecem firmes nas suas tradições, autorizando os seus princípios e usos, muitas vezes como pretensos regulamentos ou leis para assegurar a ordem, a moral e até a vida.

No decorrer do tempo, muitos homens baseando-se nos seus discernimentos e dando vazão a seus instintos e psique em algumas ocasiões doentias, esquecendo-se que o direito de um termina onde começa o do outro, imaginando-se incomuns e superiores a seus semelhantes achavam-se e ainda se acham no direito de criarem fórmulas, condições e parâmetros para o seu povo e sociedade obedecerem e seguirem como norma de vida.

E de se entender que não existia nada que os autorizasse a agirem dessa maneira, mas descobriam os meios para conseguir dominar os outros e o mais incrível é que conseguiam, e todos passavam a seguir e obedecer tais normas, tais princípios, e essas exigências costumes foram assumindo paulatinamente todo o globo terrestre, alguns se impondo como melhores que os outros, e estes outros que eram e sempre foram a maioria aceitavam e cumpriam mandos e desmandos, regras e leis e esta obediência chegou às raias do absurdo a partir de quando esses que obedeciam ou se enquadravam num segundo plano esqueceram ou ignoraram que frente à criação e à natureza somos todos iguais, ou pelo menos deveríamos ser.

Isto que pela lógica não deveria ser a realidade da vida humana, tornou-se um vicio para comandantes e comandados, como o pássaro que passa um tempo na gaiola e por desconhecer a liberdade se recusa a deixar a prisão.


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