quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

BRASIL 2020



Como um rio que chegou ao mar e desapareceu, o ano que terminou não desapareceu, mas passou a ser parte da história para ser lembrado por todo o sempre, e como o mar, banhar toda a Terra.

2019 não desapareceu, passou a ser mais uma história que o mundo continuará a contar, nos baseando, é claro, para aqueles povos que tornaram o calendário gregoriano como parâmetro ou medida de tempo, e que toma como base a data de nascimento do inspirador do Cristianismo, e que é apenas um dos calendários criado pelo homem, pois existem outros com registros muito mais antigos.

Para o Brasil, como todos os anos anteriores deixaram, 2019 também nos deixou muitas marcas profundas, com as crises de diversas ordens, que acabaram causando grande sofrimento para todos os brasileiros, sendo com certeza, a maior delas, a crise econômica, que acabou ocasionando muitas faltas a todos nós, principalmente aos menos favorecidos, que assistiram às principais entidades governamentais pararem de atender às nossas principais necessidades.

A crise da saúde, com a falta de remédios mais rudimentares, deixou pacientes nos corredores e entrada de hospitais. A crise na educação, passando por experiências nunca vistas antes, com professores com salários vergonhosos e sem nenhuma segurança sofrendo os maiores vexames nas mãos de alunos, crianças que pelos  exemplos desconhecem seus limites.

E a maior delas, a crise na segurança que parece não existir mais, uma vez que além do aumento dos crimes considerados usuais, teve também um acúmulo nos crimes hediondos, roubos, assaltos (agora também com pedradas) e que dá para entender que a polícia e autoridades estão perdendo para os bandidos e o crime organizado que fazem tráfico de tudo, de drogas à armas cujas quantidades agora são sempre mais de uma tonelada quando são apreendidas.

Nas últimas eleições, quando os eleitores votaram, era acreditando que algo deveria melhorar, e, apesar de tudo, a esperança ainda é essa.

Alguma coisa tem que ser feito e urgente. Agora já não existe mais pobreza. É a miséria que ronda quase trinta por cento da população. E todos sabem que a fome é má conselheira.

A festa de ano novo só dura vinte e quatro horas, e depois volta tudo ao normal.

Vamos acordar enquanto é tempo. Essa é a nossa realidade.

E que  governo, autoridades e o povo brasileiro tenham essa consciência para não deixar o barco afundar de vez.      

                

      

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