Como um rio que chegou
ao mar e desapareceu, o ano que terminou não desapareceu, mas passou a ser parte
da história para ser lembrado por todo o sempre, e como o mar, banhar toda a
Terra.
2019 não desapareceu,
passou a ser mais uma história que o mundo continuará a contar, nos baseando, é
claro, para aqueles povos que tornaram o calendário gregoriano como parâmetro
ou medida de tempo, e que toma como base a data de nascimento do inspirador do
Cristianismo, e que é apenas um dos calendários criado pelo homem, pois existem
outros com registros muito mais antigos.
Para o Brasil, como
todos os anos anteriores deixaram, 2019 também nos deixou muitas marcas
profundas, com as crises de diversas ordens, que acabaram causando grande
sofrimento para todos os brasileiros, sendo com certeza, a maior delas, a crise
econômica, que acabou ocasionando muitas faltas a todos nós, principalmente aos
menos favorecidos, que assistiram às principais entidades governamentais
pararem de atender às nossas principais necessidades.
A crise da saúde, com a
falta de remédios mais rudimentares, deixou pacientes nos corredores e entrada
de hospitais. A crise na educação, passando por experiências nunca vistas antes,
com professores com salários vergonhosos e sem nenhuma segurança sofrendo os
maiores vexames nas mãos de alunos, crianças que pelos exemplos desconhecem seus limites.
E a maior delas, a
crise na segurança que parece não existir mais, uma vez que além do aumento dos
crimes considerados usuais, teve também um acúmulo nos crimes hediondos,
roubos, assaltos (agora também com pedradas) e que dá para entender que a polícia
e autoridades estão perdendo para os bandidos e o crime organizado que fazem
tráfico de tudo, de drogas à armas cujas quantidades agora são sempre mais de
uma tonelada quando são apreendidas.
Nas últimas eleições,
quando os eleitores votaram, era acreditando que algo deveria melhorar, e,
apesar de tudo, a esperança ainda é essa.
Alguma coisa tem que
ser feito e urgente. Agora já não existe mais pobreza. É a miséria que ronda
quase trinta por cento da população. E todos sabem que a fome é má conselheira.
A festa de ano novo só
dura vinte e quatro horas, e depois volta tudo ao normal.
Vamos acordar enquanto
é tempo. Essa é a nossa realidade.
E que governo, autoridades e o povo brasileiro
tenham essa consciência para não deixar o barco afundar de vez.
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