Em 1888 uma lei de nome Áurea
fazia terminar no Brasil a escravidão dos negros.
Mas ao que parece, seus
descendentes praticamente desconsideram tal lei, considerando bem mais o
escravo Zumbi que morreu pela causa, ao invés da Princesa Isabel que assinou a
lei que libertou todos os escravos do país.
Se formos recapitular a nossa
história, verificaremos que o Brasil foi
um país fundado sobre o trabalho forçado e o comércio de gente. E como foi
isso? Para que ele se tornasse um país agrícola, foram trazidos para cá cerca de
quatro milhões de escravos africanos. E eles eram conhecidos aqui no país por
dois nomes, a saber, boçais ou ladinos. Boçais eram os negros recém chegados da
África, que não conheciam o lugar e os
costumes locais. Ladinos eram os já afeiçoados à língua e aos truques do país.
Um escravo podia ser objeto de
compra, venda, empréstimo, doação, penhor, seqüestro, transmissão por herança,
embargo, deposito, arremate e adjudicação, e era obrigado a fazer qualquer
trabalho. Mas era considerado uma mercadoria especial.
Quando cometia um crime era
punido com os rigores do Código Penal. Por isso o historiador Jacob Gorender escreveu:
“O primeiro ato humano do escravo é o crime”. Então ele virava gente de pleno
direito. E isso durou séculos.
Muitos escritores se dignaram a
registrar essa época tão infeliz do Brasil e da humanidade, quando já existiam
os traficantes,que eram pessoas bem posicionadas na sociedade, bem como os importadores
de escravos da África. Porém tudo isso acontecia dos dois lados, isto é, aqui no
Brasil e lá na África, uma vez que os escravos eram comprados das mãos de
“mandatários” africanos que os trocavam por armas, tecidos feijão, farinha etc.
Muitos morriam ainda na África,
outros durante a viajem e uma grande quantidade deles em terras brasileiras por
maus tratos ou doenças. A maioria sempre eram homens, mas vinham também algumas
mulheres. E era um grande negócio para os traficantes de ambos os países.
Felizmente tudo isso é passado,
mas deixou uma mancha que ainda hoje faz do preconceito uma sombra, tendo sido
necessária a criação de uma lei para defender os afros descendentes.
O que se espera, é que um dia, o
homem inteligente que é descubra seu engano ou erro e veja em todo ser humano
um irmão como pretende a Criação.
Uma pequena lembrança de uma
época que a meu ver não merece ser comemorada, mas que está completando cento e
trinta anos, e que merece sim, todo o nosso respeito.
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