I
É comum no ser humano a
preocupação do parentesco, da procedência da família, daqueles parentes que por
muitos motivos foram ficando para traz ficando esquecidos porque precisaram se
separar, seguir outros rumos, outras direções e que muitas vezes até por falta
de recursos e comunicação os contatos
foram se perdendo.
É provável que ninguém queira
que isto aconteça, mas a vida não pára e as necessidades são muitas para a
sobrevivência e isto faz com que o homem enquanto viver vai estar sempre
procurando melhorar reciclando constantemente a sua vida para garantia de sua
estabilidade e dos seus familiares.
E muitas vezes para que se
consiga esta estabilidade, é necessário se aventurar, ir muito longe na
tentativa de se encontrar dias melhores, e esta é uma das formas mais fáceis de
se distanciar dos familiares, dos parentes, passando grandes períodos sem se
verem, sem se comunicarem, e como nada é estável na vida, vão chegando novos integrantes
no contexto familiar. Os mais novos tornam-se adultos e também entram neste interminável
círculo em que o homem é apenas uma partícula do universo se reproduzindo e se
espalhando pela terra naturalmente.
E assim por todas essas
evidencias, vão se perdendo as referencias de coisas até bem próximas de nós. Imagine
então os laços familiares que dependem muito mais da presença do que das
lembranças dando a impressão que apenas o contacto físico, e só ele, é que mata saudades e recupera energias esvaídas, mesmo
que nós saibamos que a reunião de um grupo,
como era nos primórdios, a reflexão em conjunto era o verdadeiro motivo da
vida, do amor, da criação.
Porém isso é falar do passado,
pois que a comunicação derrubou todos os tabus de distâncias, e de saudade.
Com as novas tecnologias, podemos fazer com que distâncias sejam superadas, e que pessoas muito distantes cheguem bem perto se tornando presentes em nossas vidas.
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