quinta-feira, 23 de maio de 2019

A MORTE NO TRÂNSITO




Os registros de morte no transito aumentam de ano para ano e isso é preocupante para quem todo dia está nele e para quem fica esperando em casa, e também para as autoridades que não conseguem uma forma ou plano para pelo menos diminuí-las a não ser aplicar as famigeradas multas, que aqui pra nós é um grande negócio para quem as aplica.

Ainda está no ar um aumento para instalação de centena de novos radares, que na melhor das hipóteses é como uma arrecadação extra, uma vez que sabemos que aparelhos eletrônicos não vão corrigir ninguém, e sim sobrecarregar as despesas de quem precisa possuir um veículo para trabalhar  e ganhar o difícil pão de cada dia.

Ninguém é contra a regulamentação e fiscalização do trânsito, mas receber em casa uma multa feita por um aparelho colocado num lugar estratégico, é como se fosse apenas uma forma para faturar em cima de incautos num tempo de crise, de desemprego e muitas necessidades.  

É preciso que haja mais dialogo e ensinamentos principalmente para os futuros participantes dessa saga, e muito controle sobre os voadores motoqueiros que estão mais expostos aos acidentes. É só acompanhar a incidência nos hospitais, pois as conseqüências desses acidentes  já representam as maiores despesas para os cofres públicos.

A solução ainda vai demorar muito tempo, com muita espera e muito sofrimento. Para que se abrande este verdadeiro genocídio, é necessário que se crie uma lei, uma forma mais rigorosa para tentar controlar pela raiz a incidência de tais acontecimentos, e a primeira forma, acreditamos,  seria diminuir a potência dos motores dos veículos e controlá-los para que não ultrapassem a velocidade de oitenta quilômetros, pois os acidentes em nosso trânsito assassino, são na maioria das vezes ocasionados pelo excesso de velocidade, onde o motorista, apesar de ver o perigo, não tem tempo hábil para evitar tendo em vista a alta velocidade em que se encontra.

Num país em que as rodovias não permitem altas velocidades, sabe-se que  muitos de seus usuários compram veículos porque seus velocímetros podem atingir velocidades bem maiores que duzentos e oitenta quilômetros e com até oito marchas, quando na verdade o código de trânsito indica que a velocidade máxima é de cento e vinte quilômetros e se ultrapassada  gera uma infração gravíssima, com uma multa altíssima..

A nosso ver está havendo um exagero, com as autoridades permitindo o que se entende como propaganda enganosa.

Uma coisa é verdadeira. Algo tem que ser feito para que pelo menos quando você ou alguém da sua família sair de casa com seu veículo, ter-se a certeza  de que vai haver uma volta.                     

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