Os registros de morte
no transito aumentam de ano para ano e isso é preocupante para quem todo dia
está nele e para quem fica esperando em casa, e também para as autoridades que
não conseguem uma forma ou plano para pelo menos diminuí-las a não ser aplicar
as famigeradas multas, que aqui pra nós é um grande negócio para quem as aplica.
Ainda está no ar um
aumento para instalação de centena de novos radares, que na melhor das
hipóteses é como uma arrecadação extra, uma vez que sabemos que aparelhos
eletrônicos não vão corrigir ninguém, e sim sobrecarregar as despesas de quem
precisa possuir um veículo para trabalhar e ganhar o difícil pão de cada dia.
Ninguém é contra a
regulamentação e fiscalização do trânsito, mas receber em casa uma multa feita
por um aparelho colocado num lugar estratégico, é como se fosse apenas uma
forma para faturar em cima de incautos num tempo de crise, de desemprego e
muitas necessidades.
É preciso que haja
mais dialogo e ensinamentos principalmente para os futuros participantes dessa
saga, e muito controle sobre os voadores motoqueiros que estão mais expostos aos
acidentes. É só acompanhar a incidência nos hospitais, pois as conseqüências
desses acidentes já representam as
maiores despesas para os cofres públicos.
A solução ainda vai
demorar muito tempo, com muita espera e muito sofrimento. Para que se abrande
este verdadeiro genocídio, é necessário que se crie uma lei, uma forma mais
rigorosa para tentar controlar pela raiz a incidência de tais acontecimentos, e
a primeira forma, acreditamos, seria diminuir
a potência dos motores dos veículos e controlá-los para que não ultrapassem a
velocidade de oitenta quilômetros, pois os acidentes em nosso trânsito
assassino, são na maioria das vezes ocasionados pelo excesso de velocidade,
onde o motorista, apesar de ver o perigo, não tem tempo hábil para evitar tendo
em vista a alta velocidade em que se encontra.
Num país em que as
rodovias não permitem altas velocidades, sabe-se que muitos de seus usuários compram veículos
porque seus velocímetros podem atingir velocidades bem maiores que duzentos e
oitenta quilômetros e com até oito marchas, quando na verdade o código de trânsito
indica que a velocidade máxima é de cento e vinte quilômetros e se ultrapassada
gera uma infração gravíssima, com uma
multa altíssima..
A nosso ver está
havendo um exagero, com as autoridades permitindo o que se entende como
propaganda enganosa.
Uma coisa é verdadeira.
Algo tem que ser feito para que pelo menos quando você ou alguém da sua família
sair de casa com seu veículo, ter-se a certeza de que vai haver uma volta.
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