Antigamente os homens eram mais
honestos? A moral era exercitada por todos? Os saudosistas continuam insistindo
em acreditar que no passado o homem era diferente do homem dos dias de hoje, e
até existem frases criadas por eles, afiançando que antigamente um fio de barba
era tão válido quanto um documento (isso num tempo que as leis inexistiam),
esquecendo-se que o ser humano é sempre o mesmo, apenas mudando as épocas. Sem a preocupação da prerrogativa das leis que
regulamentam e cobram dos desonestos, criminosos e imorais a sua retidão para
não prejudicarem a sociedade e seus segmentos, tudo se transformaria em um caos
total.
Se hoje, com
todo avanço que a humanidade realizou criando após muitas experiências vividas
meios de conseguir através seus governos administrativos, leis e justiça para
todos, autoridades investidas de todo o conhecimento e elementos para controlar
todos os movimentos do individuo na sociedade e nos meios que ele existe, e
sempre impondo a ele uma forma de castigo e regras para que ele não erre e não
infrinja as leis que regulamentam o país, vivemos dias em que parece que honestidade e moral não existem.
Outros exemplos
nos mostram com muita clareza o que foi o passado do homem sem compromisso com
parâmetros de regulamentos e leis para controlá-lo.
Na Grécia
Antiga (contam as histórias) viveu um filósofo de nome Diógenes que andava
durante o dia com uma lanterna acesa na mão procurando por um homem honesto.
Parece que já naquela época era algo difícil de ser encontrado.
Imagine uma
pessoa em qualquer tempo, passado ou presente que morando em algum bairro
durante muitos anos, pagando direitinho seu aluguel, o supermercado, enfim um
homem honesto, mantendo todos os seus compromissos em ordem, o que faz com que qualquer vizinho ou lugares por ele frequentados comprovem que ele é um homem direito. Mas se por infelicidade ele perde o emprego,
muda tudo. No terceiro mês sem conseguir pagar seu aluguel, ele é despejado, de
acordo com a lei. Nos locais onde ele compra e porventura não consegue pagar,
passa a ser um caloteiro, um malandro. Todo o seu passado é simplesmente
esquecido, pois o homem vale pelo que tem no bolso. Se não tem dinheiro não
vale nada, e como diz o ditado, em um homem sem dinheiro, até o rastro é feio. Infelizmente essa é a
realidade.
O homem teve
a oportunidade de formar muitas civilizações ao longo do tempo. Passando por
muitas experiências, adquirindo grandes conhecimentos e conseguindo realizar
grandes mudanças, ele só não conseguiu mudar a si próprio. É sempre o mesmo
ambicioso, sempre à procura de riqueza e poder. Por mais que disfarce está
sempre querendo enganar aos que o rodeiam. A própria ordem natural o induz a querer
dias melhores e prosperidade, o que significa enriquecer, tornar-se poderoso. E
se alguém disser o contrário, estará sendo falso e mentiroso.
O homem, foi, é, e
sempre será o mesmo ambicioso e ávido de poder, pois isto é a garantia da sua
sofrida sobrevivência. Se bem sucedido, torna-se diferenciado dos demais.
Tornar o passado, o antigamente como base ou
exemplo, não será de muita valia, pois na maioria das vezes, lembranças não
muito boas virão à tona. Lendas, histórias de guerras onde os mais poderosos
se divertiam com as desgraças e destruições que infringiam a outros povos,
roubando-os, estuprando suas mulheres e filhas, transformando em escravos os que
conseguiam sobreviver às trucidações.
As
seitas e religiões juntando-se aos dominadores, também exploravam os incautos necessitados,
sabendo-se que as mais importantes religiões tem histórias com um passado negro,
e que trouxeram muitos prejuízos para a humanidade, para a moral, e para a própria
história.
Algumas crenças e religiões, tentam até mostrar em suas “lendas”, que
a própria Criação, ao ver o homem praticando tanta falsidade, tanta maldade de
uns contra os outros, quase levou o homem à extinção, deixando apenas uma família
e um casal de cada espécie animal conhecida, para que a humanidade recomeçasse,
iniciando um novo ciclo, com humanos honestos, bons, sem maldades, falsidades .
Mas ao que parece o resultado foi nenhum, sem qualquer efeito satisfatório.
Apesar de viver em sociedade, queiramos ou não
o homem é individualista e julga estar sempre acima de qualquer suspeita.
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